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Corpo de terceira vítima de naufrágio no Rio Amazonas é sepultado em Manaus

Buscas continuam por cinco desaparecidos após acidente com lancha na confluência dos rios Negro e Solimões

17/02/2026
Corpo de terceira vítima de naufrágio no Rio Amazonas é sepultado em Manaus
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O corpo da terceira vítima do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV foi sepultado nesta terça-feira (17), em Manaus. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas segue as buscas por cinco desaparecidos após a tragédia registrada na última sexta-feira (13), no Encontro das Águas, ponto de confluência entre os rios Negro e Solimões.

O cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos, foi localizado na segunda-feira (16), a cerca de três quilômetros do local do naufrágio. O corpo foi reconhecido por familiares no Instituto Médico Legal de Manaus. A confirmação da identidade também foi feita pelo vice-prefeito de Nova Olinda do Norte (AM), Cristian Martins, por meio das redes sociais.

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Com a identificação, sobe para três o número de mortos no acidente. As outras vítimas são uma criança de três anos e uma jovem de 22 anos.

Força-tarefa

O naufrágio ocorreu por volta das 12h30 da sexta-feira (13), quando a lancha rápida saiu de Manaus rumo a Nova Olinda do Norte. Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros contabilizava sete desaparecidos, mas, após revisão das informações, o número foi atualizado para cinco pessoas ainda não localizadas.

A operação de buscas é considerada complexa devido às características do Encontro das Águas, onde a diferença de temperatura, densidade e força das correntes entre os rios Negro e Solimões dificulta o trabalho de mergulho e varredura.

Segundo o comando do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 88 profissionais participam da ação, incluindo 25 mergulhadores, com apoio de 15 embarcações, drones, helicóptero e três sonares. Equipes de Itacoatiara e Parintins também foram mobilizadas, e as buscas já ultrapassaram 120 quilômetros rio abaixo.

O comandante-geral da corporação, coronel Muniz, classificou a ocorrência como de “alto grau de complexidade”, citando fatores hidrodinâmicos e a profundidade elevada do local como entraves para a localização das vítimas.

Investigação

A Polícia Civil do Amazonas informou que o piloto da embarcação foi preso em flagrante por homicídio culposo. Ele pagou fiança e responderá ao processo em liberdade. O caso está sob investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

Relatos de sobreviventes apontam que o condutor navegava em alta velocidade e que os passageiros o alertaram sobre o banzeiro — ondas turbulentas comuns na região — pouco antes do naufrágio.

* Com informações do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e da TV Encontro das Águas, da Rede Nacional de Comunicação Pública