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Irã fecha partes do Estreito de Ormuz durante exercícios militares e negociações com EUA

Movimentação militar iraniana coincide com nova rodada de conversas nucleares em Genebra e eleva alerta global sobre exportação de petróleo.

17/02/2026
Irã fecha partes do Estreito de Ormuz durante exercícios militares e negociações com EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Partes do Estreito de Ormuz serão fechadas por algumas horas nesta terça-feira, 17, por precauções de segurança na navegação, conforme informou a agência semioficial iraniana Fars News. A medida ocorre em meio a exercícios militares conduzidos pela Guarda Revolucionária do Irã na hidrovia, considerada a principal rota de exportação de petróleo do mundo.

O Estreito de Ormuz conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, sendo responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo.

No contexto das manobras, o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária (IRGC), Alireza Tangsiri, afirmou que a força pode fechar o Estreito de Ormuz “no menor tempo possível”, caso haja decisão nesse sentido. “Se houver uma decisão para fechar o Estreito de Ormuz, esta força realizará a operação no menor tempo possível”, declarou Tangsiri à mídia estatal iraniana.

A declaração foi acompanhada pela realização de um exercício de “controle inteligente” do estreito, com participação de unidades de combate e resposta rápida. Durante a operação, embarcações ultrarrápidas lançadoras de mísseis realizaram manobras com disparos reais.

Segundo a agência Tasnim, projéteis disparados do interior do país, do litoral e de ilhas iranianas no Golfo Pérsico atingiram seus alvos na região.

As movimentações ocorrem enquanto Irã e Estados Unidos participam, em Genebra, de uma nova rodada de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano. De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, as tratativas entraram na fase de discussões técnicas sobre questões nucleares e o alívio de sanções. A presença do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, foi considerada “útil nesse processo”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem reiterado a preferência por uma solução negociada, mas já ameaçou recorrer à força caso Teerã não aceite limitar seu programa nuclear. O governo iraniano, por sua vez, afirma que responderá a qualquer ataque e sustenta que seu programa de enriquecimento de urânio tem fins pacíficos.