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Parentes de ministros do STF tiveram sigilo fiscal quebrado sem autorização, diz reportagem

Servidor do Serpro, cedido à Receita Federal, teria acessado dados fiscais de familiares de ministros sem aval judicial. Caso pode gerar sanções administrativas e criminais.

17/02/2026
Parentes de ministros do STF tiveram sigilo fiscal quebrado sem autorização, diz reportagem
Servidor do Serpro acessou dados fiscais de familiares de ministros do STF sem autorização judicial, aponta reportagem. - Foto: © Foto / Luiz Silveira / STF

O sigilo fiscal da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e do filho de outro ministro foi quebrado sem autorização judicial, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (16) pelo portal Metrópoles.

De acordo com a matéria, o acesso indevido foi realizado por um servidor do Serpro (empresa de tecnologia do governo federal) cedido à Receita Federal.

"O filho de outro ministro do Supremo também teve a declaração de Imposto de Renda devassada sem autorização judicial", destaca o texto.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis podem ser alvo de sanções administrativas e criminais, especialmente se as informações obtidas forem repassadas a terceiros.

O ministro Alexandre de Moraes já havia determinado que a Receita Federal monitorasse consultas ou tentativas de acesso a dados de ministros do STF, seus familiares e ascendentes, no âmbito do inquérito das fake news, que investiga ataques coordenados contra integrantes da Corte nas redes sociais.

Segundo a reportagem, o relatório com o resultado desse rastreamento deve ser apresentado após o Carnaval.

Pedido de quebra de sigilo em CPI e Banco Master

O jornal também apurou que Moraes busca identificar a origem de vazamentos para a imprensa sobre informações que o relacionam ao Banco Master. Reportagens apontam que a esposa do ministro teria, por meio de seu escritório de advocacia, mantido contrato de R$ 129 milhões com o banco, investigado por crimes de fraude e lavagem de dinheiro.

No início do mês, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, apresentou requerimento para convocar a esposa de Moraes a depor sobre o caso. O pedido inclui a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da advogada, citando "indícios veementes" de instrumentalização do sistema jurídico e de escritórios de advocacia para acobertar ações ilegais do Banco Master.

O senador também convocou os irmãos do ministro Dias Toffoli, do STF, para prestar depoimento na comissão, alegando suspeita de uso indevido de influência institucional para fins privados, o que poderia configurar apoio logístico ou político a estruturas criminosas.

Os pedidos serão avaliados pelo presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES).

Por Sputinik Brasil