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Sindicatos argentinos convocam greve geral contra reforma trabalhista de Milei

Centrais sindicais e categorias do transporte aderem à paralisação em resposta ao projeto que flexibiliza direitos trabalhistas e reduz garantias aos trabalhadores.

Sputinik Brasil 16/02/2026
Sindicatos argentinos convocam greve geral contra reforma trabalhista de Milei
Sindicatos argentinos anunciam greve geral contra a reforma trabalhista proposta pelo governo Milei. - Foto: © Foto / Charly Diaz Azcue / Senado Argentina

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical da Argentina, convocou uma greve geral para o dia em que a Câmara dos Deputados deve debater a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.

O sindicato de motoristas de ônibus, Unión Tranviarios Automotor, além dos sindicatos de ferroviários, trabalhadores de trens e da Confederação Argentina de Trabalhadores do Transporte, também confirmaram adesão à paralisação.

O projeto de lei sobre a reforma trabalhista, que poderá ser debatido na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19) ou na próxima quarta-feira (25), recebeu aprovação preliminar no Senado na última quinta-feira (12).

Milhares de sindicalistas cercaram o parlamento na quarta-feira (11), quando o debate sobre a reforma teve início. A polícia de choque utilizou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Entre os pontos polêmicos está a alteração do sistema de licença médica, que reduz o salário dos trabalhadores em caso de doença ou acidente não relacionado à atividade laboral.

O projeto propõe revisar os regimes de indenização por demissão, visando reduzir custos para as empresas e restringir o poder dos sindicatos. Também prevê flexibilização das regras sobre férias e jornada de trabalho, além de permitir o pagamento de salários em moeda estrangeira.

Outras medidas incluem a possibilidade de pagamento salarial em bens ou serviços, ampliação da jornada diária para 12 horas e a implementação do sistema de "banco de horas", que permite aos funcionários trabalhar horas extras quando necessário em troca de mais tempo de descanso posteriormente, substituindo, na prática, o pagamento de horas extras.