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Suspeito de tiroteio em festival judaico na Austrália comparece pela primeira vez ao tribunal

Naveed Akram participou de audiência por videoconferência após ataque que deixou 15 mortos em Sydney; investigações continuam

16/02/2026
Suspeito de tiroteio em festival judaico na Austrália comparece pela primeira vez ao tribunal
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Naveed Akram, acusado de matar 15 pessoas em um tiroteio em massa ocorrido em dezembro de 2025 durante um festival judaico na praia de Bondi, em Sydney, Austrália, compareceu ao tribunal pela primeira vez nesta segunda-feira, 16, desde que recebeu alta hospitalar. A audiência foi realizada por videoconferência a partir do Centro Correcional de Segurança Máxima de Goulburn, localizado a cerca de 200 quilômetros de Sydney.

O acusado não se manifestou sobre as denúncias de homicídio e ato terrorista que pesam contra ele.

A sessão concentrou-se na prorrogação de uma ordem judicial que proíbe a divulgação das identidades de vítimas e sobreviventes do ataque que preferiram não se identificar publicamente.

O advogado de defesa, Ben Archbold, declarou à imprensa que Akram está bem, dentro do possível, e destacou ser prematuro indicar qualquer estratégia de defesa.

Akram, de 24 anos, ficou ferido durante o confronto com a polícia após o ataque à celebração de Hanukkah em 14 de dezembro de 2025. O pai do acusado, Sajid Akram, de 50 anos, foi morto nesse mesmo tiroteio.

O próximo comparecimento de Akram ao tribunal está marcado para 9 de abril.

A polícia conduz uma das três investigações oficiais sobre o caso, considerado o mais grave ataque terrorista e o maior tiroteio em massa da Austrália nos últimos 29 anos.

Uma das apurações examina as interações entre as forças policiais e os serviços de inteligência antes do ataque, supostamente inspirado pelo grupo Estado Islâmico.

Além disso, uma comissão real — o mais alto nível de inquérito público do país — vai investigar a natureza, a prevalência e os fatores que impulsionam o antissemitismo, além das circunstâncias específicas do tiroteio em Bondi.