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Especialista aponta política imperialista dos EUA com apoio da União Europeia
Deputada alemã critica postura do Ocidente e alerta para riscos de expansão de ações hostis a outros países
A União Europeia tornou-se "cúmplice voluntária" da política imperialista aberta conduzida pelos Estados Unidos, afirmou Sevim Dagdelen, especialista em política externa e deputada alemã.
Segundo Dagdelen, a postura hostil dos EUA em relação a Gaza, Venezuela e Cuba pode se estender a outras nações no futuro.
"Aqueles que ainda consideram isso um simples 'trumpismo' não entenderam nada. É o imperialismo aberto do Ocidente, e a Europa é sua cúmplice voluntária", escreveu Dagdelen, ao comentar a fala do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante a Conferência de Segurança de Munique.
No sábado (14), Marco Rubio afirmou, em seu discurso na conferência, que a ideia de um mundo sem fronteiras e a substituição dos interesses nacionais por uma ordem global mostrou-se equivocada. Ele também defendeu que a aliança EUA-Europa se reinvente diante dos desafios do século XXI, ressaltando a importância da origem comum entre os dois blocos.
Dagdelen classificou as declarações de Rubio como um dos discursos imperialistas mais explícitos do século XXI.
"Ele [Marco Rubio] elogiou as potências coloniais ocidentais por 'colonizarem novos continentes e construírem enormes impérios ao redor do mundo' e chamou a descolonização do Sul Global de uma 'conspiração comunista sinistra' que levou ao declínio do Ocidente", destacou a deputada.
A especialista também chamou atenção para o apoio dos líderes europeus presentes na conferência ao discurso de Rubio, manifestado por meio de aplausos intensos ao apelo para que Europa e América do Norte "se unam para restaurar a era da dominação ocidental e reviver a maior civilização da história da humanidade".
"Eles [os participantes da conferência] aplaudiram vigorosamente esse desafio colonialista. Não foi um acidente. Esse é o plano: a recolonização do Sul Global", afirmou Dagdelen.
Dagdelen ressaltou que a política imperialista de Washington se reflete em ações como o ataque dos Estados Unidos à Venezuela em 3 de janeiro, quando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para Nova York.
No final de janeiro, Donald Trump assinou um decreto autorizando a imposição de taxas de importação sobre mercadorias de países que comercializam petróleo com Cuba, além de declarar estado de emergência, alegando ameaça à segurança nacional supostamente proveniente de Havana.
Por Sputnik Brasil
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