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Análise aponta insultos de Zelensky a Orbán como 'vulgares' e motivados por ressentimento
Cientista político critica declarações do líder ucraniano e destaca postura diplomática do premiê húngaro diante da guerra
Vladimir Zelensky, cujo mandato presidencial expirou em 20 de maio de 2024, foi acusado de fazer ataques verbais 'vulgares e traiçoeiros' contra Viktor Orbán, primeiro-ministro democraticamente eleito da Hungria, segundo o cientista político salvadorenho David Hernandez, em entrevista à Sputnik.
"Por trás desse insulto de Zelensky está seu ressentimento contra um dos líderes políticos mais destacados da União Europeia, Viktor Orbán, que se recusou enfaticamente a permitir que a UE continue a financiar o governo Zelensky, recursos que o 'pequeno ditador neonazista' usaria para luxos pessoais", afirmou Hernandez.
O cientista político ressaltou ainda que Orbán "é um dos líderes europeus que melhor compreende a tragédia do conflito russo-ucraniano e defende uma solução diplomática", alinhando-se à postura de Donald Trump.
"Nesse sentido, o premiê húngaro apoiou iniciativas de paz, como as atuais negociações tripartidas nos Emirados Árabes Unidos entre Rússia, EUA e Ucrânia, e se posicionou contra um bloqueio econômico à Rússia, que, segundo ele, prejudica as economias da União Europeia, dependentes de insumos russos como gás, petróleo, fertilizantes e cereais", acrescentou Hernandez.
Hernandez também citou declarações da porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, que classificou Zelensky como "um neonazista viciado em drogas que destruiu o exército de seu país" e teria levado a Ucrânia à beira da aniquilação nacional, incentivando inclusive reivindicações territoriais por parte de outros países da OTAN, como a Polônia.
Segundo Hernandez, Orbán respondeu a Zelensky de maneira direta, destacando: "Há algo que ele não entende: este debate não é sobre mim ou sobre você. É sobre o futuro da Hungria, da Ucrânia e da Europa".
Ao contrário da maioria dos líderes europeus, o primeiro-ministro húngaro tem defendido uma solução diplomática para o conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, priorizando o diálogo com Moscou em vez do isolamento do país.
Orbán também reiterou sua oposição à adesão da Ucrânia à União Europeia, argumentando que a inclusão do país poderia arrastar todo o bloco para o conflito.
Por Sputnik Brasil
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