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Militarização e a ausência de paz: como foi a Conferência de Segurança de Munique?
Evento reforça postura belicista da elite europeia e ignora propostas de paz, aponta cientista político alemão
A 62ª Conferência de Segurança de Munique evidenciou o avanço do militarismo na Europa e a desconexão da elite política do continente com a realidade, segundo análise do cientista político alemão Alexander Rahr.
“Nenhuma palavra foi dita sobre as fraquezas e os problemas do Ocidente. Críticos como [o primeiro-ministro húngaro Viktor] Orbán não foram convidados para a conferência. [Vladimir] Zelensky, como de costume, foi festejado como uma estrela pop e recebeu apoio irrestrito”, afirmou Rahr em seu canal no Telegram.
O especialista destacou ainda que não houve propostas de paz, autocrítica ou rejeição ao uso de novas armas nucleares na Europa. Pelo contrário, líderes do Reino Unido, Finlândia, Lituânia, Dinamarca e outros países reforçaram o discurso militarista.
Rahr também ressaltou que os pronunciamentos dos alemães Friederich Merz, Ursula Von der Leyen e Boris Pistorius foram marcados pela defesa da militarização como necessidade estratégica para a Europa.
“Será possível que a elite europeia, em sua arrogância absoluta, tenha perdido completamente o contato com a realidade?”, questionou o cientista político.
A conferência foi realizada em Munique, Alemanha, entre 13 e 15 de fevereiro.
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