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Forças de imigração deixam Minnesota após megaoperação, mas governo manterá equipe

Após a maior operação migratória já realizada no estado, parte dos agentes do ICE deixa Minnesota, mas governo Trump manterá contingente reduzido para garantir segurança e continuar investigações.

15/02/2026
Forças de imigração deixam Minnesota após megaoperação, mas governo manterá equipe
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O coordenador da Casa Branca para a fronteira, Tom Homan, informou neste domingo (15) que cerca de 1.000 agentes de imigração já deixaram a região das Twin Cities, em Minnesota. A retirada faz parte da redução da megaoperação de fiscalização migratória do governo Donald Trump, e centenas de outros agentes devem sair nos próximos dias.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS, Homan explicou que uma "pequena" força de segurança permanecerá temporariamente no estado para proteger os agentes ainda em atividade e atuar em situações de risco, como quando "os agentes forem cercados por agitadores e as coisas saírem do controle". O coordenador não detalhou o tamanho exato desse contingente, mas destacou que os agentes continuarão investigando denúncias de fraude e o protesto que interrompeu um serviço religioso em uma igreja local.

"Já removemos bem mais de 1.000 pessoas e, entre segunda e terça-feira, vamos remover várias centenas a mais", afirmou Homan. "Voltaremos ao tamanho original do efetivo."

Milhares de agentes foram enviados às áreas de Minneapolis e St. Paul na chamada Operação Metro Surge, conduzida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). O Departamento de Segurança Interna (DHS) classificou a ação como a maior já realizada no país nessa área, avaliando-a como bem-sucedida. Entretanto, o endurecimento da fiscalização gerou críticas, especialmente após o clima tenso resultar na morte de dois cidadãos americanos.

Com o aumento dos protestos, uma rede de moradores passou a apoiar imigrantes, alertando sobre a presença de agentes e registrando as ações de fiscalização. As mortes de Renee Good e Alex Pretti, baleados por oficiais federais, provocaram indignação pública e questionamentos sobre a conduta dos agentes, o que levou a mudanças na operação.

Na semana passada, Homan havia anunciado a saída imediata de 700 oficiais federais de Minnesota, mas ainda restavam mais de 2.000 agentes no estado. Na última quinta-feira, ele reiterou que uma "redução significativa" do efetivo estava em andamento e continuaria nos dias seguintes.

Apesar da diminuição do número de agentes, o assessor afirmou que a fiscalização não será interrompida e que operações de deportação em larga escala seguirão em outras regiões do país. Os agentes que deixarem Minnesota devem retornar às suas bases de origem ou ser realocados para outras áreas.

Questionado sobre a possibilidade de novas operações com o mesmo porte da ação nas Twin Cities, Homan respondeu que isso "depende da situação".