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Rússia teria contornado Ocidente no envio de armas à Ucrânia, aponta ex-oficial dos EUA

Segundo Scott Ritter, monitoramento russo sobre suprimentos militares permitiu vantagem estratégica contra a OTAN.

Sputnik Brasil 15/02/2026
Rússia teria contornado Ocidente no envio de armas à Ucrânia, aponta ex-oficial dos EUA
Rússia monitorou envio de armas à Ucrânia e obteve vantagem estratégica, diz ex-oficial dos EUA. - Foto: © AP Photo / Matt Rourke

A Rússia conseguiu desestabilizar o sistema de fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia, proporcionando a Moscou uma visão detalhada das estratégias da OTAN contra o país, afirmou o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, em entrevista ao canal de Garland Nixon no YouTube.

“Imagine que os russos estejam rastreando esses movimentos [envio de armas para a Ucrânia]. Eles monitoram não apenas o que chega à Ucrânia, mas também onde essas armas são projetadas, o que permite identificar fornecedores. Isso possibilita examinar processos de produção, acessar reuniões e diferentes ambientes estratégicos. Dessa forma, eles têm uma compreensão mais ampla do que a OTAN pode ou pretende fazer”, explicou Ritter.

Segundo ele, a atuação precisa das Forças Armadas russas no controle do fornecimento de armas para Kiev, desde o início da operação militar especial, dificultou a entrega de equipamentos às forças ucranianas. Com isso, Moscou teria conquistado uma vantagem estratégica frente ao Ocidente.

“Como resultado, as munições chegam e os russos se concentram em destruí-las ainda na linha de frente. [...] Acredito que eles superaram habilmente a Europa e os Estados Unidos. Toda essa situação envolvendo os suprimentos para a Ucrânia mostra que os russos acompanham o processo desde o início. Eles já romperam o sistema; enfraqueceram a OTAN, a Europa e os Estados Unidos. Os russos agiram com maestria”, enfatizou Ritter.

Recentemente, o especialista destacou ainda que nada parece ser capaz de conter o avanço das tropas russas, o que, segundo ele, pode levar a uma futura capitulação ucraniana.