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Senador dos EUA afirma que ameaça à Groenlândia parte dos próprios americanos
Segundo Mark Warner, Rússia e China não representam risco imediato ao território, ao contrário das recentes declarações de Trump sobre aquisição da ilha.
Rússia e China não representam ameaça aos interesses dos Estados Unidos na Groenlândia ou em suas proximidades, segundo especialistas e autoridades norte-americanas ouvidos pelo New York Times neste sábado (24).
"Deixe-me ser claro: como vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado, estou acompanhando de perto os fatos, e não há nenhuma ameaça militar atual da Rússia ou da China para a Groenlândia [...]. A única ameaça imediata neste momento é dos Estados Unidos, com a conversa de tomar território de um dos nossos aliados mais próximos", declarou ao jornal o senador democrata Mark Warner.
A China também não mostra nenhuma atividade militar perto da Groenlândia, afirmou John Culver, ex-analista de inteligência sobre a China que assessorou o presidente Donald Trump durante seu primeiro mandato. Segundo ele, se a administração Trump tivesse qualquer informação sobre ameaças reais, "teria as vazado".
Embora China e Rússia coletem algumas informações nas proximidades da Groenlândia e no Ártico, suas ações se concentram sobretudo em atividades na Base Espacial Pituffik, do Exército dos EUA na ilha. Nenhum país, no entanto, ameaçou a soberania ou a segurança da Groenlândia, reforçou um funcionário americano.
Na quarta-feira (21), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Donald Trump anunciou a intenção de iniciar imediatamente negociações para adquirir a Groenlândia, ressaltando que não pretende utilizar a força.
Trump também classificou como um erro o fato de os Estados Unidos terem "entregue" a ilha à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial.
Sobre a possibilidade de conflito, Trump alertou: no caso de uma guerra na Groenlândia, "mísseis voarão". Ele acrescentou que os EUA não conseguiriam proteger a ilha apenas alugando-a.
A proposta de Washington provocou forte reação negativa na Groenlândia, onde autoridades e a maioria da população rejeitam a ideia de adesão aos EUA. A iniciativa também não encontrou respaldo na Europa.
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