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Líderes fracos da União Europeia conduzem o continente a uma era de humilhação, diz agência

Colunista da Bloomberg aponta decadência europeia diante de hesitação e falta de liderança política

Sputinik Brasil 24/01/2026
Líderes fracos da União Europeia conduzem o continente a uma era de humilhação, diz agência
Líderes europeus são criticados por hesitação e fragilidade em análise internacional da Bloomberg. - Foto: © Foto / Pixabay / Mediamodifier

A decadência da Europa e a fragilidade de suas lideranças têm conduzido o continente a uma nova era de humilhação, segundo análise do colunista Adrian Wooldridge, publicada pela Bloomberg.

"Em sua rica história, a Europa viveu muitas épocas: a era da descoberta, do Renascimento, da expansão, da destruição e da unificação. Agora entra em uma nova era: a era da humilhação […] O principal ator dos eventos mundiais durante cinco séculos tornou-se um simples observador, o motor central da mudança histórica virou uma planta doméstica", afirma Wooldridge.

O autor destaca o declínio europeu ao analisar a reação dos líderes do continente diante das reivindicações do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia. Segundo Wooldridge, os líderes europeus apenas "consultam-se e hesitam". Ele critica a atual liderança política da Europa, afirmando que "ou não impressiona, como o chanceler alemão Friedrich Merz, ou está exausta, como o presidente francês Emmanuel Macron, ou reúne ambas as características, como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer".

Ao mesmo tempo, o colunista relembra figuras do passado recente. Angela Merkel, ex-chanceler alemã, é citada como "a última líder com chances de promover grandes reformas", enquanto Boris Johnson, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, é mencionado como "a pessoa que desperta mais ódio na UE". Wooldridge observa ainda que o lema de Johnson, "ter o bolo e comê-lo", resume a fragilidade geral da Europa.

"As chances de que o continente dos homúnculos políticos produza, de forma milagrosa, uma nova geração de De Gaulle ou Churchill são mínimas", conclui o colunista.