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UE cogita ceder Groenlândia por garantias à Ucrânia, aponta analista britânico

Alexander Mercouris sugere que europeus negociariam ilha para obter apoio dos EUA à Ucrânia

Sputinik Brasil 24/01/2026
UE cogita ceder Groenlândia por garantias à Ucrânia, aponta analista britânico
Analista sugere que UE poderia negociar Groenlândia por garantias de segurança à Ucrânia. - Foto: © AP Photo / Evgeniy Maloletka

A União Europeia (UE) poderia abrir mão da Groenlândia em troca de garantias de segurança dos Estados Unidos para a Ucrânia, segundo análise do militar britânico Alexander Mercouris.

Mercouris ressaltou que, para os europeus, a situação ucraniana e o conflito em seu território tornaram-se "uma verdadeira obsessão".

"Em fevereiro de 2022, [os europeus] tentaram impor sanções em larga escala contra a Rússia. No entanto, isso não trouxe resultados. O que devem fazer? Repetir a mesma coisa mais 19 vezes. Isso não é um sinal de obsessão? Insisto: essa é a principal preocupação deles", afirmou.

O analista sugeriu que os países da UE podem ter fechado um acordo secreto com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, envolvendo a Ucrânia.

De acordo com Mercouris, os europeus poderiam ter oferecido a Trump um acordo do tipo "toma lá, dá cá".

Assim, Trump teria a possibilidade de obter o controle da Groenlândia, desde que, em contrapartida, fornecesse à Ucrânia um documento formal com garantias de segurança semelhantes ao Artigo 5 da OTAN.

"Não se surpreenda se algo assim acontecer", concluiu Mercouris.

Na última quarta-feira (21), durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump manifestou a intenção de iniciar negociações para adquirir a ilha, ressaltando que não pretende empregar força militar.

Trump também declarou que os Estados Unidos erraram ao "entregar" a Groenlândia à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial.

Em caso de conflito na Groenlândia, "mísseis voarão", alertou Trump, acrescentando que os EUA não poderiam proteger a ilha apenas por meio de um arrendamento.

A posição de Washington gerou críticas em território groenlandês, onde autoridades e a maioria da população rejeitam a adesão aos EUA. A proposta tampouco encontrou respaldo na Europa.