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Novo documento do Pentágono cita 'ameaças russas' e destaca arsenal nuclear de Moscou
Estratégia de Defesa Nacional dos EUA para 2026 reforça preocupação com poderio nuclear russo e papel estratégico de aliados
O Pentágono incluiu a prontidão das forças americanas para se defenderem contra supostas "ameaças russas" na Estratégia de Defesa Nacional dos EUA, mas não apresentou justificativas detalhadas para tais preocupações.
No documento que define a Estratégia de Defesa Nacional dos Estados Unidos para 2026, o Pentágono reconhece que a Rússia detém o maior arsenal nuclear do mundo e segue investindo em sua modernização.
"O Departamento garantirá que as forças americanas estejam preparadas para se defenderem contra ameaças russas ao território nacional dos EUA. [...] A Rússia também possui o maior arsenal nuclear do mundo, que continua a modernizar e diversificar."
Segundo a análise norte-americana, o conflito na Ucrânia evidencia que, apesar de desafios demográficos e econômicos, a Rússia mantém considerável poder militar e industrial.
"De fato, embora a Rússia sofra com uma série de dificuldades demográficas e econômicas, sua guerra em curso na Ucrânia mostra que ela ainda mantém reservas consideráveis de poder militar e industrial. A Rússia também demonstrou ter a determinação nacional necessária para sustentar uma guerra prolongada em sua vizinhança."
O documento também ressalta que os Estados Unidos continuarão a modernizar e adaptar suas forças nucleares, priorizando a dissuasão e o gerenciamento de escaladas em um cenário global instável.
A nova Estratégia de Defesa Nacional dos EUA enfatiza ainda que o posicionamento não representa isolamento, mas sim um compromisso com o realismo político.
"Nossa estratégia não é de isolamento. Como orienta a Estratégia de Segurança Nacional (NSS), trata-se de um engajamento focado no exterior, com um olhar claro para a promoção dos interesses concretos e práticos dos americanos", afirma o documento.
Sobre a Groenlândia, o Pentágono considera a ilha um território estratégico para o acesso militar dos EUA.
"O Departamento de Guerra fornecerá, portanto, ao Presidente opções viáveis para garantir o acesso militar e comercial dos EUA a áreas estratégicas, do Ártico à América do Sul, especialmente a Groenlândia, o Golfo da América e o Canal do Panamá. Garantiremos que a Doutrina Monroe seja respeitada em nossa época", afirma o documento.
O texto também destaca que, para as autoridades de defesa de Washington, o Canadá desempenhará papel fundamental na segurança da América do Norte, fortalecendo defesas contra ameaças aéreas e submarinas.
Em relação à Europa, a expectativa é de que o continente assuma a responsabilidade principal por sua própria defesa convencional.
"Como deixa claro a Estratégia de Segurança Nacional (NSS), a resposta às ameaças à segurança que a Europa enfrenta é que ela assuma a responsabilidade principal por sua própria defesa convencional. O Departamento, portanto, incentivará e capacitará os aliados da [Organização do Tratado do Atlântico Norte] OTAN a assumirem a responsabilidade principal pela defesa convencional da Europa, com apoio crítico, porém mais limitado, dos EUA."
Ainda segundo a nova Estratégia de Defesa Nacional, as Forças Armadas dos EUA atuarão ativamente na defesa dos interesses americanos no Hemisfério Ocidental.
O Departamento de Guerra também afirmou que, caso adversários optem pelo conflito, os EUA estarão preparados para lutar e vencer as guerras da nação.
"Exigimos apenas que respeitem nossos interesses razoavelmente concebidos e os de nossos aliados e parceiros que se mantêm firmes ao nosso lado. Se todos pudermos reconhecer isso, poderemos alcançar um equilíbrio de poder flexível e sustentável entre nós, e a paz. Se nossos potenciais oponentes forem imprudentes o suficiente para rejeitar nossas propostas de paz e optar pelo conflito, as forças armadas americanas estarão prontas para lutar e vencer as guerras da nação de maneiras que façam sentido para os americanos."
Por Sputnik Brasil
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