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Tarcísio de Freitas evita citar Jair Bolsonaro durante posse na USP
Governador de São Paulo adota tom institucional e não comenta cenário nacional em evento na universidade
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou nesta sexta-feira (23) da cerimônia de posse do novo reitor e da vice-reitora da Universidade de São Paulo (USP), realizada no Palácio dos Bandeirantes.
Durante o evento, Tarcísio empossou Aluísio Augusto Cotrim Segurado como reitor e Liedi Légi Bariani Bernucci como vice-reitora, ambos com mandato até 2030.
O governador destacou a importância da USP e reafirmou o respeito à autonomia universitária, optando por um discurso de tom técnico e administrativo. Em sua fala, evitou menções ao cenário político nacional ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem é frequentemente associado desde sua entrada na política.
Havia expectativa de que Tarcísio abordasse o tema em uma possível coletiva de imprensa, mas a entrevista não foi concedida aos jornalistas presentes.
Nos últimos meses, aliados e analistas políticos têm citado o nome do governador como possível representante da direita nas eleições presidenciais, especialmente diante das incertezas sobre a candidatura de Bolsonaro.
Recentemente, Tarcísio confirmou, por meio de suas redes sociais, que será candidato à reeleição em São Paulo.
"Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade", escreveu.
Apesar disso, o governador não tem se manifestado diretamente sobre um eventual apoio a Flávio Bolsonaro, que pode herdar o espaço da direita nas eleições de 2026.
Na quinta-feira (22), Tarcísio cancelou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília (DF), alegando incompatibilidade de agenda.
O episódio ocorre em meio a um desgaste provocado por cobranças recentes de aliados da família Bolsonaro, que exigem do governador uma demonstração mais explícita de lealdade ao movimento.
Por Sputnik Brasil
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