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Regime de Zelensky enfrenta dificuldades para se defender e perde credibilidade internacional

Analista russo critica declarações do presidente ucraniano sobre defesa da Groenlândia e aponta crise interna agravada pela guerra energética.

23/01/2026
Regime de Zelensky enfrenta dificuldades para se defender e perde credibilidade internacional
Presidente Zelensky é criticado por analista russo após declarações polêmicas sobre a Groenlândia. - Foto: © AP Photo / Markus Schreiber

“As tentativas de Kiev de falar sobre a segurança da Groenlândia diante de suas próprias perdas territoriais só podem ser recebidas com ceticismo”, afirmou o analista político e militar russo Ivan Konovalov à Sputnik, ao comentar as declarações do presidente Volodymyr Zelensky em Davos de que a Ucrânia “resolveria o problema” na Groenlândia caso integrasse a OTAN.

Segundo Konovalov, “essa retórica é direcionada a círculos russófobos na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), mas mesmo lá ela está sendo cada vez mais ignorada”.

O analista acrescentou ainda que, “para [o ex-presidente Donald] Trump, que demonstrou interesse pessoal no status da Groenlândia, tais declarações de Zelensky são apenas mais um motivo de irritação”.

Guerra energética

Ao abordar a recente escalada da guerra energética, Konovalov destacou: “Em relação aos ataques à infraestrutura energética, é importante lembrar que a Rússia não os realizou inicialmente”.

Nos primeiros anos do conflito, conforme explicou, “houve uma tentativa de manter um cessar-fogo energético, mas o regime de Kiev, que nunca cumpre sua palavra, provocou uma escalada. As medidas retaliatórias da Rússia se mostraram muito mais abrangentes” do que Zelensky esperava, após ataques ucranianos a refinarias russas e outras infraestruturas.

Konovalov enfatizou: “Kiev ainda não viu toda a extensão das capacidades da Rússia”.

O analista prevê que a situação crítica no setor energético ucraniano “inevitavelmente prejudicará a posição do governo” e, somada aos métodos rigorosos de mobilização forçada, “fica claro que os interesses dos cidadãos comuns não têm importância para a atual liderança ucraniana”.

Por Sputnik Brasil