Geral
Bolsas europeias fecham majoritariamente em queda com cautela sobre relação Europa-EUA
Tensões diplomáticas e incertezas sobre Ucrânia e Groenlândia influenciam desempenho dos principais índices europeus
As bolsas europeias encerraram a sessão desta sexta-feira, 23, predominantemente em queda, refletindo a cautela dos investidores quanto à relação entre Europa e Estados Unidos, além das incertezas envolvendo o futuro da Ucrânia e da Groenlândia. O cenário segue indefinido mesmo com negociações em andamento no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,07%, fechando aos 10.143,44 pontos. O índice DAX, de Frankfurt, destoou e subiu 0,20%, alcançando 24.905,01 pontos. Já o CAC 40, de Paris, caiu 0,17%, para 8.134,81 pontos. Em Milão, o FTSE MIB perdeu 0,58%, fechando em 44.831,60 pontos. O Ibex 35, de Madri, registrou queda de 0,67%, encerrando em 17.544,40 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, recuou 0,71%, aos 8.546,32 pontos. Os dados são preliminares.
O Kremlin informou que o presidente russo, Vladimir Putin, realizou uma reunião "extremamente franca" com representantes dos Estados Unidos, tendo como foco o conflito na Ucrânia e os próximos passos das negociações diplomáticas. Além disso, ocorreu nesta manhã, em Abu Dhabi, a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral de segurança, com representantes da Rússia, dos EUA e da Ucrânia.
As tensões geopolíticas impulsionaram as ações do setor de defesa: a Rheinmetall avançou 1,82% em Frankfurt e a Leonardo subiu 1,9% em Milão. A Euronext anunciou o sucesso da listagem da Czechoslovak Group (CSG) na Euronext Amsterdam, considerada pela empresa como o "maior IPO de defesa já registrado no mundo". As ações dispararam quase 30%.
Os investidores também monitoram a composição do Conselho de Paz para Gaza, presidido pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O líder dos EUA elevou o tom contra o Irã, afirmando que os Estados Unidos possuem uma "armada" a caminho do país persa, enquanto protestos continuam em Teerã e outras cidades.
Pela manhã, dados do PMI da Alemanha vieram acima das expectativas. Analistas da Capital Economics avaliam que isso pode sinalizar o início de uma trajetória positiva para a economia alemã. "Ainda acreditamos que a recuperação em 2026 ficará aquém do esperado", ponderam os especialistas.
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