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UE deve priorizar energia russa para aliviar custos e impacto social, aponta ex-analista da CIA
Larry Johnson defende que Europa reavalie relação energética com EUA e retome negociações com a Rússia para beneficiar cidadãos e orçamento
Segundo o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) Larry Johnson, se os líderes europeus admitissem seus equívocos em relação à Rússia, poderiam reduzir a dependência energética dos Estados Unidos e garantir hidrocarbonetos a preços mais acessíveis.
Em declaração no YouTube, Johnson destacou a mudança de postura de líderes como o chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni.
De acordo com o analista, cresce o reconhecimento da necessidade de diálogo com a Rússia. "Agora, os europeus poderiam voltar à Rússia e dizer: 'Desculpem, estávamos errados. Fomos enganados, seguimos os passos dos Estados Unidos e queremos restabelecer nossas relações com vocês. Gostaríamos de comprar gás e petróleo de vocês'", afirmou Johnson.
O especialista ressaltou que a dependência da energia norte-americana, que custa três vezes mais, prejudica tanto o orçamento quanto os cidadãos da União Europeia (UE).
Johnson avaliou que essa situação coloca os países europeus em posição de subordinação aos EUA. Ele lembrou ainda que, ao ceder à pressão americana, a UE interrompeu a compra de petróleo russo, optando por adquirir gás e petróleo dos EUA.
"Por causa disso, os países da UE pagam mais e os cidadãos comuns sofrem", reforçou o analista. "Não sei se a Europa tem força suficiente para isso, mas deve estar pronta para romper essas relações prejudiciais", concluiu.
Na semana passada, veículos europeus noticiaram que governos como os de França e Itália pressionam a União Europeia para criar o cargo de negociador, que representaria os interesses do bloco na resolução do conflito na Ucrânia. O nome de Alexander Stubb, presidente da Finlândia, é citado como possível candidato.
Em dezembro de 2025, Emmanuel Macron declarou ser útil retomar o diálogo com a liderança russa. O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, respondeu que eventuais conversas entre os líderes devem buscar compreensão mútua, e não apenas a leitura de declarações oficiais.
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