Geral

Manifestantes protestam em frente à sede do Banco Master na capital paulista

Ato convocado pelo MBL cobra transparência em investigações sobre supostas irregularidades na instituição financeira

22/01/2026
Manifestantes protestam em frente à sede do Banco Master na capital paulista
Manifestantes protestam em frente à sede do Banco Master, no Itaim Bibi, em São Paulo, cobrando transparência. - Foto: © Sputnik / Guilherme Correia

Na noite desta quinta-feira (22), dezenas de manifestantes se reuniram em frente à sede do Banco Master, na rua Elvira Ferraz, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo. O protesto teve início por volta das 19h.

Organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) por meio das redes sociais, o ato convocou apoiadores a exigir mais transparência nas investigações que envolvem o banco. Os participantes exibiram cartazes e faixas solicitando esclarecimentos sobre as supostas irregularidades atribuídas à instituição e ao seu principal controlador, além de reivindicar mudanças na condução do caso pelas autoridades.

O acesso à fachada do banco estava restrito por tapumes instalados previamente, o que impediu a aproximação direta dos manifestantes ao edifício.

Durante o protesto, também houve críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), com pedidos por maior abertura de informações sobre processos relacionados ao caso que tramitam na corte.

Segundo informações, não foram registradas ocorrências de confronto entre manifestantes e policiais.

Até o fechamento desta reportagem, o Banco Master não havia se pronunciado oficialmente sobre a manifestação, e as autoridades judiciais envolvidas também não emitiram comentários adicionais.

Disputa judicial

O Banco Master foi alvo de um processo de liquidação extrajudicial decretado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, após uma grave crise de liquidez e suspeitas de irregularidades em operações financeiras complexas, o que resultou na suspensão das atividades da instituição e de unidades vinculadas.

Paralelamente, a Polícia Federal, no âmbito da operação Compliance Zero, investiga possíveis práticas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, com bloqueio de bilhões de reais em ativos ligados ao banco e ao empresário Daniel Vorcaro, seu principal controlador.

Vorcaro chegou a ser detido pela Polícia Federal em 2025, mas posteriormente teve a prisão substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, enquanto responde a investigações e processos no Brasil.

O caso também ganhou repercussão internacional, com decisões judiciais nos Estados Unidos reconhecendo a liquidação do banco brasileiro e determinando o bloqueio de ativos no exterior relacionados à instituição.

Por Sputnik Brasil