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BNDES se torna sócio minoritário da Ecora, nova certificadora de créditos do Bradesco e Ecogreen

Parceria busca fortalecer a certificação de créditos de carbono no Brasil, com foco em governança internacional e soluções para os biomas nacionais.

11/11/2025
BNDES se torna sócio minoritário da Ecora, nova certificadora de créditos do Bradesco e Ecogreen
- Foto: Miguel Ângelo/CNI

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será sócio minoritário da Ecora, nova certificadora de créditos de carbono criada em parceria com o Bradesco e o fundo Ecogreen. As participações de cada sócio e o valor do investimento no projeto não foram divulgados.

Segundo Nelson Barbosa Filho, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, a Ecora chega para solucionar gargalos na etapa de certificação do mercado de crédito de carbono. "Há uma demanda grande", destacou o executivo.

Barbosa explicou que a governança da nova certificadora será construída pela própria empresa, com base em padrões internacionais, incluindo um conselho científico e outros mecanismos de controle.

O diretor do BNDES ressaltou ainda a capacidade da Ecora de operar tanto no mercado voluntário quanto no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o chamado mercado regulado. Ele afirmou que a empresa estará operacional antes mesmo do SBCE, cujo desenvolvimento deve levar pelo menos cinco anos.

Helio Barbosa Junior, diretor do fundo Ecogreen, contou que a criação da Ecora começou há mais de um ano, com a contratação da consultoria Aecom para mapear desafios e oportunidades do mercado voluntário de créditos de carbono no Brasil. "A Ecora nasce para trazer soluções customizadas aos biomas brasileiros, gerando valor para o mercado nacional", afirmou.

Barbosa Junior acrescentou que as diretrizes fundamentais da Ecora são garantir alta integridade dos créditos, explorar a expertise brasileira e oferecer transparência e eficiência. "Essa combinação trará credibilidade internacional para os créditos de carbono do Brasil", destacou.

O executivo do Ecogreen reforçou que a metodologia da Ecora atenderá tanto ao mercado regulado quanto ao voluntário, além de seguir padrões globais de certificação. "Isso significa que os créditos estarão aptos a atender o mercado internacional", concluiu.

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