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Com o tema “Desafios e Potencialidades em Um Ano de Atuação”, Espaço Trans do HU celebrará um ano de funcionamento durante encontro na terça-feira (6)

02/12/2022
Com o tema “Desafios e Potencialidades em Um Ano de Atuação”, Espaço Trans do HU celebrará um ano de funcionamento durante encontro na terça-feira (6)
Para celebrar o primeiro ano de funcionamento do Espaço Trans do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), a equipe multidisciplinar do local realizará o I Encontro do Espaço Trans HU/Ebserh-UFAL, com o tema “Desafios e Potencialidades em Um Ano de Atuação”, na terça-feira (6). Estão previstas uma mesa de abertura e uma mesa-redonda sobre “Disforia de gênero e saúde mental nos pacientes trans”.
De acordo com a Assistente Social do Ambulatório Trans do HU, Raquel Vieira, a proposta do encontro é socializar os trabalhos realizados pelo espaço: quantos pacientes foram atendidos, o que já foi feito, como funciona o acolhimento e os desafios futuros. Para ela, o local representa uma conquista para que as pessoas trans tenham um ambiente dentro do Sistema único de Saúde (SUS) voltado a uma população específica, respeitando suas histórias de vida e recebendo o atendimento adequado. “Significa também melhoria de qualidade de vida e saúde mental, porque aqui a pessoa é acolhida, ouvida, mas também é cuidada em sua saúde, respeitando sua rotina de vida, num espaço em que ela é vista como realmente se reconhece, como é ”, explica.
O espaço trans possui hoje 66 pacientes atendidos. Para quem deseja se somar a esse número, a porta de entrada é a Unidade Docente Assistencial (UDA) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A pessoa interessada passa pela equipe da UDA, que encaminha, via Sistema de Regulação, ao HU. Ao chegar no Hospital, é feito um primeiro acolhimento, por assistente social, psicóloga, enfermeira e auxiliar de enfermagem. Na abordagem, os profissionais realizam uma entrevista sobre história de vida do indivíduo, em sequência, encaminham para a endocrinologista para fazer os exames e avaliações necessárias e iniciar o processo de hormonioterapia.
Depois de passar pela equipe de acolhimento multidisciplinar, alguns são encaminhados para acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Há também a consulta com a enfermagem e orientação individual do Serviço Social. Após acompanhamento e avaliação multiprofissional, o usuário pode iniciar o processo de hormonioterapia. “Esses acompanhamentos são discutidos com toda a equipe, tanto com a parte psiquiátrica, psicológica, social quanto a de endocrinologia. É uma construção em conjunto do laudo para poder começar o processo de hormonioterapia”, acrescenta Raquel Vieira.
A equipe multidisciplinar do espaço trans do Hospital Universitário é composta por endocrinologista, enfermeira, psicóloga, assistente social, técnica em enfermagem e estagiários de Psicologia. O local, além de receber estagiários de Psicologia, que também atuam na promoção da saúde e no atendimento ao paciente, também recebe os profissionais das residências de Psiquiatria. A equipe já teve visitas de residentes de Pediatria, Psicologia e Serviço Social, e está aberta ao processo de ensino e aperfeiçoamento profissional.