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‘Matou, a gente pega’, diz secretário sobre prisão de Paulo Cupertino 3 anos após assassinatos
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o general João Camilo Pires de Campos, comemorou a prisão de Paulo Cupertino, detido nesta segunda-feira, 16, na capital paulista. “Matou gente em São Paulo, a gente pega”, disse em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta terça-feira, 17. Cupertino era procurado há três anos após ser acusado de matar o ator Rafael Miguel e seus pais.
“Pode demorar um ano, dois, três, dez (anos). Cometeu crime em São Paulo, vai ser preso”, falou o general. Cupertino estava foragido há três anos e liderava a lista das pessoas mais procuradas de São Paulo. Ele é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem possibilidade de defesa das vítimas. Cupertino deve ser apresentado em audiência de custódia nesta terça, quando será decidida a prorrogação da sua prisão.
O secretário de segurança informou ainda que, durante os 13 primeiros dias da Operação Sufoco, deflagrada em 4 de maio, e cujo objetivo é conter a onda de furtos e roubos da capital por meio do aumento do número de policiais militares nas ruas da cidade, 1.352 pessoas foram presas, mais de 55 mil carros e 29 mil motocicletas foram vistoriadas – sendo 919 motos apreendidas – e 151 veículos roubados ou furtados foram localizados.
Além disso, cerca de 90 armas e 10 toneladas de drogas foram apreendidas. Campos atribui a alta de roubos e furtos na capital paulista ao aumento da circulação social e econômica na cidade durante os primeiros meses deste ano, após o relaxamento das medidas de isolamento social pela pandemia.
Autor: Isabela Moya, especial para o Estadão
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