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Semudh leva conscientização sobre violência doméstica e familiar a estudantes indígenas

Corpo técnico do CEAM falou sobre a Lei Maria da Penha para estudantes indígenas. Foto: Bruno Levy
O projeto Maria da Penha vai à Escola segue disseminando informações no enfrentamento à violência doméstica e familiar em todos os lugares. Desta vez, o corpo técnico do Centro Especializado no Atendimento à Mulher (CEAM), por meio da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), foi até a Escola Estadual Indígena Mata da Cafurna, em Palmeira dos Índios, para falar a crianças e adolescentes sobre o tema.
A escola que fica localizada dentro da aldeia Xucuru Kariri contou com a presença de mais de 50 pessoas para tirar dúvidas sobre como prevenir a violência doméstica e familiar, como entender os diversos tipos de violências e como elas acontecem, e como pedir socorro diante de situações como esta.
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Para a coordenadora da escola, Lucidayne Ferreira, a atividade foi positiva pela oportunidade de informar sobre algo que está presente no seio de parte das famílias alagoanas. “Acredito que isso acaba influenciando nossos adolescentes e chegando à nossa comunidade. Eu sei que a comunidade acaba sendo muito submissa nesse tema, então começando a falar sobre isso com nossos alunos tenho certeza que vai surtir efeito para a sociedade futura”, disse Lucidayne.
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É o caso de Tuinã, de 14 anos, que passou pela convivência da violência doméstica com os pais. Segundo a adolescente, o papel do CEAM foi fundamental para que ela obtivesse mais informações e conhecimento de como proceder diante destes casos no futuro. “Desde a minha infância vivenciei a violência em casa, tenho um certo conhecimento da lei Maria da Penha, já sofri violência psicológica e isso tudo marcou a minha vida. Hoje, vejo o outro lado do tema e saio com mais conhecimento do assunto”, relatou Tuinã.
Salve Maria
Também foi apresentado aos estudantes e docentes o aplicativo Salve Maria, ferramenta importante no combate à violência contra a mulher no Estado.
O aplicativo conta com uma interface interativa, de fácil utilização, que permite a vítima acionar os mecanismos de defesa em casos de violência contra a mulher. Por meio deste serviço, a polícia pode ser acionada com a opção “botão do pânico”, além de também ser possível o envio de denúncias anônimas sobre agressões (físicas, morais ou psicológicas), com detalhamento de informações, fotos e vídeos.
Para a mulher que deseja ter o atendimento do CEAM em Palmeira dos Índios e região, a sede está localizada na Rua Doutor Moreira e Silva, nº 116, no Centro. O telefone de contato é (82) 99625-5377.
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