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Novos equipamentos são instalados nos bairros afetados pelo afundamento do solo

Novos equipamentos aumentam monitoramentos dos bairros. Foto: Isabela Keyla/Ascom Defesa Civil
A Defesa Civil de Maceió, que monitora constantemente o processo de afundamento do solo nos cinco bairros afetados pela extração de sal-gema da mineradora Braskem, acompanha a instalação de novos equipamentos, que consiste no Sistema de Posicionamento Global Diferencial, os DGPSs, que podem medir a movimentação do solo vertical e horizontal (3D) em milímetros. Estão sendo instalados 30 novos equipamentos dentro da área de criticidade 00 (realocação), da área 01 (monitoramento) e na área de entorno do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias (V4).
Técnicos da área de Geologia, Geografia e Engenharia de Agrimensura do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta de Defesa Civil (CIMADEC) acompanham as instalações nos pontos que já foram previamente demarcados, com o objetivo de aumentar o campo de monitoramento em solo. O primeiro foi na Rua Dr Antônio Nunes Leite, no antigo Mercado Público de Bebedouro e os demais serão instalados dentro de uma programação que vai até o final de maio.
Além dos DGPSs, o monitoramento contínuo das áreas é feito pelos sismógrafos e pela interferometria (com imagens periódicas feitas por satélites que também apontam, com precisão de milímetros, as movimentações do solo), visitas de campo e vistorias.

DGPSs (Sistema de Posicionamento Global Diferencial) captam movimentação em milímetros. Foto: Isabela Keyla/Ascom Defesa Civil
Eram 47 equipamentos espalhados por todos os bairros dentro do mapa e com a nova malha será um total de 77.
“Os dados colhidos por esses equipamentos de alta tecnologia chancelam as informações captadas pelos outros meios de monitoramento. A redundância, nestes casos, nos traz a segurança de estudos eficazes”, enfatiza o coordenador geral da Defesa Civil, Abelardo Nobre.
A malha irá ampliar a rede de monitoramento dentro e fora do mapa Mapa de Linhas de Ações Prioritárias (V4).
“É comum em casos como esse ampliar o monitoramento para as áreas da borda do mapa. Em grandes problemáticas em todo o mundo, as áreas de monitoramento continuam sendo habitadas sem que haja nenhum prejuízo aos moradores”, explica a diretora do CIMADEC, Caroline Lima.
Os pontos para a instalação da nova malha foram escolhidos pelo Comitê Técnico, formado por técnicos da Defesa Civil Municipal, Nacional e da mineradora Braskem.

Técnicos do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta de Defesa Civil (CIMADEC) acompanham as instalações. Foto: Marcelle Limeira/Ascom Defesa Civil
MONITORAMENTO CONSTANTE
Os dados acerca dos deslocamentos em superfície, subsuperfície e possível inclinação e rotação, tem por objetivo acompanhar a evolução espacial e temporal do fenômeno de subsidência, que consiste no rebaixamento, afundamento de um terreno por conta da extração de um mineral, por exemplo.
Métodos utilizados
– Rede sismológica com 14 sensores superficiais e 12 em profundidade
– Interferometria de radar por abertura sintética (InSAR) em uma área de aproximadamente 16 km², e com alta resolução espacial
– 47 Receptores com Sistema diferencial de navegação Global por satélite (DGPS’s)
– 4 Inclinômetros
– 13 Tiltímetros
– 3 Pluviômetros instalados próximos a área afetada
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