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Protesto contra retirada de pelo menos 350 árvores nativas adia obra do Metrô
Um movimento de cerca de 80 moradores da zona leste de São Paulo fez com que o Metrô adiasse, por período ainda não informado, a retirada de pelo menos 350 árvores nativas, mais outras cinco mortas, numa área do Jardim Têxtil, em Vila Formosa. No local a empresa planeja instalar um canteiro de obras para o do Lote 1 da Linha 2-Verde Vila Prudente-Dutra.
Na segunda-feira, uma carta do Metrô e do Consórcio Linha 2 Verde (CML 2) foi entregue aos moradores daquela área, informando que, dois dias depois, seria realizada a “supressão de árvores nativas isoladas e intervenção em área de preservação permanente (APP)” na Praça Mauro Broco. O texto informava a retirada de “118 árvores de espécies nativas e 232 árvores de espécies exóticas em frente à obra do Complexo Rapadura”, além de cinco árvores mortas. No total, 355 unidades.
O consórcio disse ter uma Autorização de Supressão de Vegetação emitida pela Cetesb. A retirada das árvores teria começado ontem, quarta-feira, e iria até 1º de setembro. Os moradores, no entanto, marcaram um protesto para as 7 horas de ontem, hora do início dos trabalhos.
Diante das queixas e da mobilização, o Metrô decidiu suspender o início do corte das árvores e avisou que irá rever o projeto. “As medidas de manejo e compensação arbóreas só serão definidas e executadas após reuniões com as comunidades locais”, para a prestação de todos esclarecimento, avisou, argumentando ainda que “cumpre com todos os requisitos ambientais” nas obras realizadas. A ideia é que o projeto seja apresentado formalmente aos moradores antes da retirada das árvores.
Seis anos
A empresa, no entanto, não deu nenhuma informação a respeito de prazos para essa nova fórmula para a derrubada. As obras vão durar cerca de seis anos e, segundo os termos do consórcio com a Cetesb, ao final a área verde será reposta.
Uma reunião virtual da comunidade com representantes do Metrô foi marcada para hoje, às 9h30. Enquanto isso, vereadores da área dizem já ter encaminhado ao Ministério Público de Urbanismo e Meio Ambiente pedidos de informações sobre o processo de licenciamento ambiental emitido pela Cetesb para a retirada das árvores do local.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Autor: Renata Okumura e Roberto Baschera
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