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Em meio a Brumadinho, Vale amplia provisão relacionada à caso Samarco em 22,3%
Em meio ao escândalo envolvendo o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, a mineradora ainda tem contas pendentes com outro rompimento de barragem, o da Samarco, também em Minas Gerais. A Vale divide o controle da empresa com a BHP.
Conforme o balanço divulgado pela Vale, a provisão para cumprimento do acordo relacionado ao rompimento da barragem da Samarco saltou de R$ 3,3 bilhões ao fim do primeiro trimestre do ano passado para R$ 4,073 bilhões em março deste ano. A diferença equivale a uma alta de 22,3%.
Além do passivo, a Vale também repassou R$ 115 milhões no primeiro trimestre deste ano e R$ 44 milhões em igual período do ano passado à Samarco, “os quais foram integralmente utilizados para capital de giro da Samarco”.
A Vale ainda disse que, até 30 de junho de 2019, poderá disponibilizar uma linha de crédito de curto prazo de até R$ 226 milhões para suportar a necessidade de caixa da Samarco.
O rompimento da barragem se deu em novembro de 2015 e despejou resíduos de mineração no Rio Doce, que cruza os dois estados, além de deixar 19 mortos. A defesa dos pescadores disse que vai recorrer. A empresa não está operando desde então e enfrenta diversas batalhas judiciais. Pescadores do Espírito Santo e Minas Gerais alegam não terem sido indenizados até hoje.
Autor: Cristian Favaro
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