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Confiança do indústria cai 1,8 ponto em março, revela FGV
A confiança dos empresários da indústria recuou 1,8 ponto em março em relação a fevereiro, para 97,2 pontos, e atingiu seu menor nível desde dezembro de 2018. Os dados são da Sondagem da Indústria que a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta sexta-feira, 29.
“O resultado da Sondagem da Indústria de março sugere que o setor continua em ritmo sonolento mesmo depois de ter conseguido equilibrar seus estoques no mês anterior”, disse o superintendente de Estatísticas Públicas da FGV Ibre, Aloisio Campelo Jr.
O nível de confiança da indústria em março caiu em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados na sondagem feita pela FGV. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,7 ponto, para 97,1 pontos, após quatro avanços consecutivos. Já o Índice de Expectativas (IE) cedeu 1,8 ponto, para 97,4 pontos.
O indicador que mede o grau de satisfação com o nível atual de demanda regrediu três pontos, para 96,3 pontos, exercendo a maior influência negativa para o resultado do ISA deste mês. A parcela de empresas que o avaliam como forte diminuiu de 10,1% para 8,6% e a proporção das que avaliam a demanda como fraca aumentou de 18,3% para 20,5% do total.
O indicador que mede o otimismo dos empresários em relação à evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes exerceu a maior influência para a queda do IE no mês, ao recuar 3,7 pontos, para 100,6 pontos.
Entre fevereiro e março, a parcela de empresas que preveem melhora nos negócios recuou de 47,6% para 40,5%, enquanto a das que esperam piora subiu de 6,8% para 10,5% do total. No mesmo sentido, o indicador que apura as expectativas para a produção nos três meses seguintes recuou 2,4 pontos, para 94,6 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria ficou estável entre os meses de fevereiro e março, com 74,7%. No entanto, o que mais chama atenção na sondagem, de acordo com Campelo Jr., é a redução do otimismo com a evolução do ambiente dos negócios nos seis meses seguintes.
Este indicador, que vinha sendo o único de expectativas a refletir otimismo – talvez em função do horizonte de tempo mais dilatado que o dos outros quesitos – recuou em março para um nível de neutralidade em relação ao futuro.
“Além da fraca evolução do nível de atividade setorial, este resultado pode estar refletindo os níveis ainda elevados de incerteza econômica”, comenta Campelo.
Autor: Francisco Carlos de Assis e Maria Regina Silva
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