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Apple e bancos pesam e bolsas de NY fecham perto da estabilidade
Os índices acionários americanos até tentaram ensaiar um movimento altista, mas encontraram resistência nos papéis de bancos e da Apple, que se destacaram no vermelho nesta sessão de segunda-feira, 25. Após oscilar grande parte do dia perto da estabilidade, o índice Dow Jones fechou em leve alta de 0,06%, aos 25.516,83 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,08%, para 2.798,36 pontos e o Nasdaq baixou 0,07%, aos 7.637,54 pontos.
Os investidores não se empolgaram com as últimas novidades da Apple, que durante a tarde anunciou seu serviço de streaming, lançou um cartão de crédito em parceria com o Goldman Sachs e a Mastercard e turbinou o Apple News, seu app de notícias, com o conteúdo de 300 revistas. As ações da empresa fecharam em queda de 1,21%, na mão oposta da concorrente Netflix, que subiu 1,45%.
As ações de Mastercard (-0,15%) e Goldman Sachs (-0,24%) também fecharam no vermelho, assim como grande parte dos papéis do setor financeiro: Morgan Stanley caiu 1,13%, acompanhado de Bank of America (-0,63%) e Citigroup (-1,07%). A inversão da curva de juros nos EUA acirrou os temores de recessão no país e atingiu em cheio as ações de bancos.
“A perspectiva de crescimento vem se tornando cada vez mais turva”, afirmaram em relatório os estrategistas do HSBC Janet Henry e James Pomeroy, que estimam que o ritmo de crescimento da economia global desacelerou de 3,4% no quarto trimestre de 2017 para 2,7% no mesmo período de 2018.
Nesse ambiente, o HSBC avalia que o próximo passo do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode ser de corte dos juros, em 2020. De acordo com o CME Group, os contratos dos Fed funds apontam 75,1% de chance de ao menos um corte de 25 pontos-base nos juros pelo Fed neste ano.
Enquanto os investidores aguardam novidades das negociações comerciais entre EUA e China – secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o representante comercial americano, Robert Lighthizer, viajam a Pequim nesta semana para tratar do assunto -, as ações da Boeing encontram espaço para recuperar parte das perdas recentes. Os papéis da fabricante de aeronaves subiram 2,29% e foram destaque de alta nesta sessão.
Autor: Francine De Lorenzo
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