Finanças

Fim da escala 6x1: Alcolumbre pauta votação da proposta para a próxima quarta-feira

Presidente do Senado falou ao lado do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo

Agência O Globo - 09/10/2026
Fim da escala 6x1: Alcolumbre pauta votação da proposta para a próxima quarta-feira
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre - Foto: Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu na pauta da próxima semana a proposta de emenda constitucional (PEC) que extingue a escala 6x1. A pauta prevê a última sessão para discussão e a votação em primeiro turno do texto no Plenário da Casa.

Mais cedo, ele anunciou que a proposta estaria na pauta do plenário para apreciação na terça, quarta e quinta-feira.

O texto substitui o regime de seis dias de trabalho na semana e um dia de folga por cinco dias e dois de descanso, sem redução de salário.

— A PEC estará na pauta de terça, quarta e quinta para deliberação no plenário do Senado Federal — afirmou Alcolumbre, ao lado do senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), em uma rede social.

No vídeo, Cleitinho destacou que pediu ao presidente do Senado para pautar a PEC, lembrando ser um defensor da redução da jornada. Alcolumbre reforçou que, desde o início do debate, o senador sempre se manifestou a favor da proposta.

O Senado realizou, nesta semana, três sessões de debate sobre o tema e ainda faltam duas sessões. Contudo, se o governo conseguir 54 assinaturas para aprovar um requerimento que institua um calendário especial, a votação poderá ser abreviada e concluída antes do desfecho eleitoral, em primeiro e segundo turnos.

O regimento exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação. Se a PEC for aprovada, há um intervalo de cinco dias úteis e mais três sessões antes do segundo turno. Em cada votação, são necessários 49 dos 81 votos (três quintos). No rito normal, a votação final ficaria para depois de 25 de outubro, data do segundo turno da eleição presidencial, em que Lula (PT) enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).

A PEC é uma bandeira eleitoral de Lula. Aliados do adversário se articulam para esvaziar o quórum no dia da votação e já estudam várias emendas e destaques para postergar a aprovação. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, se houver modificação, precisa retornar para análise dos deputados.