Finanças
Goldman Sachs reduz fatia na Oncoclínicas para 0,7% em meio a processo de recuperação extrajudicial
Empresa de investimentos ligada ao banco reduziu posição de 5,55% para 0,70%. Operação ocorre no momento em que a rede de tratamento oncológico tenta renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas.
A rede de clínicas de tratamento de câncer Oncoclínicas informou, na noite desta quarta-feira, que o banco americano Goldman Sachs reduziu sua participação nas ações da companhia. O valor da posição, que antes era equivalente a 62,9 milhões de ações, ou 5,55% do capital da rede, passou a corresponder a 7,9 milhões de papéis, ou 0,70%.
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A redução, no entanto, não representa sua saída da companhia. O recuo foi na fatia da GLQ Broad Street, empresa de investimentos ligada ao banco. No entanto, outro fundo ligado ao Goldman Sachs, o Josephina I, possui diretamente 55 milhões de ações da Oncoclínicas, equivalentes a 4,845% do capital. Esses papéis foram comprados em uma operação privada divulgada em 17 de julho.
Segundo o comunicado, a mudança teve finalidade apenas financeira e não busca interferir na administração ou na estrutura de controle da Oncoclínicas. O Goldman Sachs também afirmou que não possui nem pretende adquirir outros investimentos ligados às ações da companhia além dos já informados.
A movimentação ocorre em um contexto delicado. Na semana passada, a companhia entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar um passivo de R$ 5,1 bilhões com 795 credores.
As dívidas incluídas no plano envolvem principalmente financiamentos contratados com bancos e no mercado de capitais, faturas vencidas com fornecedores de medicamentos e valores relacionados a fusões e aquisições realizadas durante o processo de expansão da empresa. Até o momento, credores que representam 37% do débito abrangido aderiram à proposta, percentual suficiente para iniciar o procedimento.
A operação do banco ocorreu por meio de uma alteração em um "total return swap", contrato derivativo cujo resultado acompanha o desempenho das ações sem envolver necessariamente a compra direta dos papéis.
O Goldman Sachs chegou a ter 93% da companhia antes de sua abertura de capital, em 2021, segundo informou o Valor Econômico.
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