Finanças

Lista de exceções, retaliação e negociações: como o Brasil pode reagir a novo tarifaço de Trump

Estados Unidos podem decidir nesta quarta-feira se aplicam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Agência O Globo - 15/07/2026
Lista de exceções, retaliação e negociações: como o Brasil pode reagir a novo tarifaço de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda aguarda a confirmação do governo dos EUA sobre novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros exportados para aquele país, para definir o caminho de uma ocorrência possível.

Embora esperem um desfecho negativo, as brasileiras insistem na manutenção das autoridades até o último momento. Ontem, houve novas consultas antes da decisão final do governo Trump.

Às frentes do tarifaço:

carta do tarifaço:

Em reunião com os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira , e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa , na última sexta-feira, Lula avaliou os cenários e considerandos que a retaliação é o caminho mais provável.

O governo também espera que, caso sejam definidas as tarifas, os EUA antecipem os itens que serão tarifados antes do comunicado oficial. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que cerca de 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil para os EUA podem ser afetados.

Para frear nova taxação:

No entanto, o governo brasileiro ainda aguarda uma lista oficial. A partir disso, será possível negociar a inclusão de produtos estratégicos para a pauta exportadora brasileira em uma lista de abordagens à tributação, que já conta com 73 produtos.

Entre os itens isentos estão café e carnes, que foram inicialmente taxados no ano passado.

Por que o Brasil incomodou tanto os EUA:

Outra alternativa é promover novas reuniões com Jamieson Greer , Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR). Essa foi a postura adotada pelo governo nas graças em que Trump impôs tarifas sobre produtos brasileiros no ano passado.

A retaliação é uma opção considerada pelo governo desde o anúncio das novas tarifas em junho, como resposta à atitude de Donald Trump.

Além disso, o governo brasileiro pode aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica , sancionada no ano passado. Essa lei permite ao Brasil responder a medidas unilaterais de outros países que prejudicam sua competitividade internacional. Entre as possíveis contramedidas estão a imposição de tarifas sobre restrições, suspensão de concessões comerciais e investimentos e restrições relacionadas à propriedade intelectual.