Finanças
Elon Musk impulsiona filme de Armie Hammer alvo de críticas por discurso anti-imigração
Longa “Citizen Vigilante”, dirigido por Uwe Boll, foi exibido gratuitamente no X por 48 horas e ganhou distribuição internacional após divulgação do bilionário
Um filme alemão estrelado por Armie Hammer e dirigido por Uwe Boll, alvo de críticas por supostamente incentivar discurso anti-imigração, ganhou projeção internacional após receber apoio de Elon Musk. O bilionário disponibilizou o longa “Citizen Vigilante” gratuitamente por 48 horas no X, rede social da qual é proprietário, para seus mais de 240 milhões de seguidores.
A divulgação ampliou a audiência da produção e contribuiu para que o filme conquistasse distribuição mundial, apesar da controvérsia em torno de seu conteúdo. O longa acompanha Sanders, um empresário americano que passa a perseguir criminosos por conta própria em um país europeu fictício depois de perder a confiança no sistema de Justiça.
Segundo críticos e organizações que acompanham o caso, a obra retrata imigrantes como responsáveis pela violência e apresenta cenas de extrema brutalidade. Uwe Boll, conhecido por produções controversas, afirma que o filme foi alvo de censura política na Alemanha.
A polêmica começou após o diretor declarar que o órgão alemão responsável pela classificação indicativa, o FSK (Freiwillige Selbstkontrolle der Filmwirtschaft), teria se recusado a conceder certificação ao longa por entender que a produção poderia incitar violência contra imigrantes. Sem a classificação, o filme não pôde ser promovido nem exibido comercialmente no país. Boll disse ter recorrido da decisão, sem sucesso.
Musk decidiu então divulgar o longa na própria plataforma. Além de publicar o filme na íntegra por tempo limitado, o empresário escreveu que “Citizen Vigilante 2 será ainda melhor”, em referência à sequência já anunciada por Boll para 2027. Após a repercussão, a distribuidora Quiver Distribution ampliou a distribuição internacional da obra.
O filme também marca uma nova tentativa de retorno de Armie Hammer ao cinema. O ator teve a carreira interrompida em 2021, após acusações de estupro e abuso sexual. Em 2023, o Ministério Público de Los Angeles decidiu não apresentar denúncias criminais por falta de provas suficientes. Hammer sempre negou ter cometido crimes e afirmou que todas as relações foram consensuais.
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