Finanças
Governo tem déficit de R$ 53 bilhões em maio, segundo Tesouro Nacional
Entre janeiro e maio deste ano, o déficit acumulado é de R$ 44,4 bilhões
As contas do governo central, que englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, segundo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira.
Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).
O déficit acontece quando as despesas do governo são maiores que suas receitas com tributos e impostos. O mesmo acontece nos casos de empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produtos.
Houve uma piora em relação a maio do ano passado, quando foi registrado um déficit de R$ 44,4 bilhões, valor corrigido pela inflação.
Os resultados das contas do governo são importantes para o cumprimento do meta fiscal, que neste ano é de um superávit fiscal de 0,5% do PIB, equivalente a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.
Neste ano, entre janeiro e maio, o governo acumula um déficit primário de R$ 44,4 bilhões, antes superávit de R$ 32,9 bilhões no mesmo período de 2025.
O resultado deste mês foi composto pelo superávit conjunto de R$ 7,4 bilhões do Tesouro Nacional e Banco Central, frente a um déficit de R$ 60,7 bilhões da Previdência Social.
De acordo com os dados do Tesouro Nacional, o déficit ocorre diante de um aumento das despesas, que vem crescendo em ritmo superior à arrecadação do governo. Em maio, houve um aumento real das despesas — acima da inflação — de 9,4% para R$ 251 bilhões. Do outro lado, as receitas tiveram um crescimento real de 5,5% em maio deste ano, para R$ 198 bilhões.
O aumento das despesas ocorreu principalmente despesas livres do governo (+R$ 16,7 bilhões), benefícios previdenciários (+R$ 4,9 bilhões), e outras despesas obrigatórias (+R$ 2,0 bilhões).
Em meio às dificuldades de fechamento das contas deste ano, o governo anunciou em maio um aumento de bloqueio de recursos do Orçamento para R$ 23,7 bilhões.
O bloqueio é usado quando as estimativas de despesas superam o valor previsto para o limite de despesas. Para trazer de volta ao limite, reduz-se as chamadas despesas discricionárias, como os investimentos do governo.
O principal motivo para a medida foi um aumento de R$ 14,1 bilhões na previsão de gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Além disso, houve um aumento em R$ 11 bilhões na previsão de gastos com a Previdência Social.
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