Finanças
IPCA-15 desacelera para 0,41% em junho, mas alimentos e energia seguem pressionando
Resultado ficou abaixo da projeção do mercado, mas é o mais alto para o mês desde 2022
A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, desacelerou para 0,41% em junho, após registrar 0,62% em maio. O resultado, divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira, ficou abaixo da expectativa de analistas do mercado, que projetavam alta de 0,44%.
Apesar da desaceleração, o índice foi pressionado principalmente pelos grupos de alimentos e energia elétrica. O resultado também é o maior para um mês de junho desde 2022, quando o IPCA-15 ficou em 0,69%.
No acumulado em 12 meses, o indicador chegou a 4,80%, acima do teto da meta de inflação, estabelecida em 3% pelo Conselho Monetário Nacional, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em maio, o acumulado havia sido de 4,64%.
O cenário ainda exige atenção. Na segunda-feira, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou novamente as projeções para o IPCA ao fim de 2026, que já chegam a 5,33%.
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