Finanças

Fim da escala 6x1: governo aponta 37 milhões com jornada acima de 41 horas semanais

Proposta em análise no Congresso prevê reduzir a carga máxima de trabalho para 40 horas por semana

Agência O Globo - 24/06/2026
Fim da escala 6x1: governo aponta 37 milhões com jornada acima de 41 horas semanais
escala 6x1 - Foto: © Sputnik / Guilherme Correia

De acordo com o governo federal, mais de 37 milhões de trabalhadores formais cumprem jornada superior a 41 horas semanais. Os dados constam de relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgado nesta quarta-feira (24). Esse público poderá ser beneficiado pela proposta que prevê o fim da escala 6x1, em discussão no Congresso Nacional, e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais.

O levantamento também aponta que outros 9,2 milhões de trabalhadores cumprem jornadas entre 31 e 40 horas por semana. Segundo o governo, os profissionais com carteira assinada submetidos a jornadas acima de 41 horas representam 73,7% do total no país.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores, mediante redução da jornada máxima das atuais 44 para 40 horas, com manutenção do salário.

O texto ainda aguarda tramitação no Senado. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, haverá redução de duas horas na jornada. Em até 12 meses, mais duas horas deverão ser reduzidas, completando a transição para o limite de 40 horas semanais.

Os dois dias de folga por semana também passarão a valer 60 dias após a promulgação, ou seja, quando a medida entrar em vigor após aprovação no Congresso. Trabalhadores com salários acima de R$ 21,1 mil não terão limite de jornada.

Saldo de empregos

O Brasil contabilizou 62,2 milhões de empregos formais ativos em fevereiro de 2026, considerando os setores privado e público. O número representa crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Diferentemente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o levantamento também considera os vínculos gerados pelo setor público.

Em fevereiro de 2026, o estoque de empregos formais incluía 48 milhões de vínculos na iniciativa privada e 13,8 milhões de agentes públicos.

No recorte por gênero, o total de empregos formais ocupados por mulheres chegou a 28,67 milhões em fevereiro, alta de 4,7% em comparação com 2025. Com isso, a participação feminina no mercado de trabalho subiu de 45,6% para 46,1%.

Entre os homens, o total de empregos formais avançou 2,7% em relação a fevereiro do ano passado, alcançando 33,5 milhões de vínculos.

Entre as regiões do país, os crescimentos mais intensos foram registrados no Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%). Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%) tiveram desempenho abaixo da média nacional, que foi de 2,29%.