Finanças
Fim da escala 6x1: 37 milhões têm jornada acima de 41 horas semanais, diz governo
Proposta em análise no Congresso prevê reduzir a carga máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem corte salarial
Mais de 37 milhões de trabalhadores formais cumprem jornada superior a 41 horas por semana, segundo relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgado nesta quarta-feira. Esse público pode ser beneficiado pela proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima para 40 horas semanais.
Os dados apontam ainda que outros 9,2 milhões de trabalhadores atuam entre 31 e 40 horas por semana. Somados, esses grupos representam 73,7% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil, de acordo com o governo.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores, mediante redução da jornada máxima das atuais 44 para 40 horas, com manutenção do salário.
A proposta ainda aguarda tramitação no Senado.
Pelo texto, os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação, ou seja, após a aprovação final no Congresso. Trabalhadores com salários acima de R$ 21,1 mil não terão limite de jornada.
Saldo de empregos
O Brasil contabilizou 62,2 milhões de empregos formais ativos em fevereiro de 2026, incluindo os setores privado e público. O número representa crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Diferentemente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a RAIS também considera os vínculos gerados pelo setor público.
Em fevereiro de 2026, o saldo incluía 48 milhões de empregos na iniciativa privada e 13,8 milhões de agentes públicos.
No recorte de gênero, o estoque de empregos formais de mulheres chegou a 28,67 milhões em fevereiro, alta de 4,7% na comparação com 2025. Com isso, a participação feminina no mercado de trabalho subiu de 45,6% para 46,1%.
O total de empregos formais ocupados por homens avançou 2,7% em relação a fevereiro do ano passado, chegando a 33,5 milhões de vínculos.
Entre as regiões do Brasil, os crescimentos mais intensos foram registrados no Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%). Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%) tiveram desempenho abaixo da média nacional, de 2,29%.
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