Finanças
Lula defende parceria entre setor público e privado em evento do BNDES
Presidente participou da celebração dos 74 anos do banco de fomento, no Rio; Aloizio Mercadante fez balanço de sua gestão à frente da instituição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira, uma convergência de interesses entre os setores público e privado ao elogiar a gestão do BNDES, comandada por Aloizio Mercadante. A declaração foi feita durante evento em comemoração aos 74 anos do banco de fomento, realizado na sede da instituição, no Rio de Janeiro.
— O que estamos assistindo, hoje, Aloizio, é apenas uma demonstração de que o Brasil não pode comportar mais o discurso atrasado entre a competência privada e a competência pública. O que é público e funciona tem que continuar público e funcionando. O que é privado e funciona tem que continuar privado e funcionando. O importante é que os dois continuam produzindo — afirmou o presidente, em discurso de menos de dois minutos.
Aparentando rouquidão, Lula iniciou a fala avisando que, por causa da voz, não leria o discurso preparado. Em seguida, parabenizou o BNDES pelo aniversário e destacou o trabalho de Mercadante à frente da instituição.
No comando do banco de fomento desde a volta do PT ao Planalto, Mercadante aproveitou o evento para fazer, em discurso de quase 50 minutos, um balanço de sua gestão ao presidente. Em três anos no cargo, uma diretoria liderada por ele buscou ampliar a atuação do BNDES por meio de novas frentes de financiamento.
Segundo Mercadante, em pouco mais de três anos, o BNDES concedeu “R$ 862 bilhões de crédito”. Ele não detalha, porém, se o montante se refere a aprovações ou desembolsos, nem se os valores incluem o programa de garantias que utiliza crédito de bancos privados. Ainda conforme o presidente do banco, os ativos totais da instituição passaram de cerca de R$ 650 bilhões para R$ 1.015 trilhões no período.
— Os ativos do banco dão estabilidade. Não adianta crescer, tem que crescer com segurança — afirmou Mercadante.
Impacto
O presidente do BNDES também defendeu a retomada do crédito subsidiado. Ao longo de sua gestão, o banco de fomento não conseguiu alterar sua taxa de juros de referência, a TLP, que acompanha as taxas de mercado, mas encontrou alternativas para oferecer juros um pouco mais baixos em determinadas operações.
— O Congresso foi fundamental para colocarmos subsídios onde é essencial — declarou Mercadante.
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