Finanças
Senado terá sessões remotas e pauta esvaziada enquanto PEC 6x1 segue indefinida
Davi Alcolumbre ainda não deu início à tramitação da proposta aprovada pela Câmara no fim de maio
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessões de votação semipresenciais para o plenário da Casa nesta semana. A medida permite que senadores participem das deliberações dos mesmos fóruns de Brasília e atendam às demandas de parlamentares que preferem permanecer em seus estados para definir pré-campanhas eleitorais.
O período de festas juninas e a Copa do Mundo também são interessantes para o afastamento de senadores das atividades presenciais no Congresso.
A previsão é que o Senado analise propostas consideradas de consenso, como o projeto que cria a Universidade do Esporte e o que transfere simbolicamente a capital do país para Salvador no feriado de 2 de julho, data em que se comemora a Independência da Bahia.
O esvaziamento da pauta ocorre em meio à pressão para que Alcolumbre avance com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece fim à escala de trabalho 6x1. A Câmara aprovou a proposta no fim de maio, mas o Senado ainda não definiu como será a tramitação da medida.
O presidente do Senado também não escolheu o relator da PEC. Entre os nomes cotados estão o ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), e o líder do PSD no Senado, Omar Aziz (AM).
Alcolumbre tem reclamado da pressão para que a iniciativa tramite de forma célere. Ele já afirmou que não pretende levar a PEC diretamente ao plenário e que a proposta passará por pelo menos uma comissão.
Segundo relatos de aliados do presidente do Senado, o caminho natural é que uma PEC comece a tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador governista Otto Alencar (PSD-BA). O parlamentar já sinalizou que pretende trabalhar para fazer a proposta avançar. Ainda não está definido, no entanto, se o texto passará por outra comissão antes de chegar ao plenário.
A PEC da escala 6x1 foi articulada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma forma de contribuição de sua popularidade para a campanha de reeleição.
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