Finanças
Churrasco da Copa fica mais caro: picanha subiu 8,5% desde o último Mundial
Levantamento da Fipe aponta altas em carvão, carnes e bebidas; caipirinha teve avanço de 29,1%
Reunir amigos e familiares em frente à televisão, preparar churrasco, petiscos e bebidas e vestir a camisa da seleção brasileira é um ritual que atravessa gerações em tempos de Copa do Mundo. É o que muitos torcedores devem fazer neste sábado, quando o Brasil estreia no Mundial contra o Marrocos.
Mas quem mantiver a tradição deve sentir a diferença no bolso em relação à última Copa, disputada em 2022. Um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que vários itens típicos das confraternizações ficaram mais caros desde o Mundial do Catar.
A comparação considera a variação de preços entre dezembro de 2022 e abril de 2026. No período, a inflação acumulada medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) foi de 13,8%. Isso significa que alguns produtos tradicionais das reuniões para assistir aos jogos subiram acima da inflação.
Segundo a pesquisa, baseada nos preços monitorados pelo IPC-Fipe, o carvão lidera as altas acumuladas, com aumento de 26,1% desde a última edição da Copa do Mundo.
As carnes bovinas também registraram alta expressiva, de 21,4%. Apesar disso, alguns cortes nobres tiveram reajustes mais moderados, como a picanha, que subiu 8,5%, e o filé-mignon, com avanço de 11,7%. As carnes suínas também ficaram mais caras, acumulando alta de 11,7%.
Entre os petiscos, a variação de preços foi mais desigual. Enquanto a salsicha ficou 9,1% mais barata e o salame registrou queda de 6,7%, outros itens tradicionais acompanharam a inflação. Os salgadinhos lideraram os reajustes, com aumento de 14%, seguidos pelo presunto, que subiu 12,2%, e pela muçarela, com alta de 9,7%.
As bebidas também passaram a pesar mais no orçamento dos torcedores. Entre os produtos pesquisados, os refrigerantes registraram aumento de 22,9% desde a Copa do Catar. O vinho ficou 15,5% mais caro, enquanto a cerveja acumulou alta de 14,2%.
Para quem não abre mão da caipirinha durante os jogos, o custo da bebida disparou 29,1% no período. Em contrapartida, a vodca foi um dos poucos itens a apresentar queda de preço, com deflação de 9,2%.
Os gastos extras para entrar no clima do torneio também aumentaram. Os artigos de festa tiveram alta média de 2,1% entre as duas edições da Copa do Mundo. Já os consumidores que pretendem aproveitar o evento para trocar de televisão precisarão desembolsar mais: os aparelhos acumulam aumento de 6,2% desde 2022.
*Estagiária sob supervisão de Danielle Nogueira
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