Finanças
Lula associa 'filhos de Bolsonaro' a novo tarifaço de Trump sobre produtos brasileiros
O presidente comentou nesta terça-feira a .
Argumentos:
Minerais críticos, superávit comercial e combate ao crime:
A fala ocorreu horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na e recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para uma série de itens.
O relatório divulgado pelo governo americano afirma que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam "irrazoáveis" e prejudicariam empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção.
Míriam Leitão:
Nos bastidores, integrantes do e classificaram como "absurda" a inclusão de alguns argumentos apresentados pelos americanos. Ao mesmo tempo, auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais severo, já que a tarifa sugerida ficou em 25% e o documento prevê uma ampla lista de exceções, além de mencionar a possibilidade de um acordo entre os dois países.
A expectativa é que o encontro desta terça-feira sirva para alinhar a estratégia do governo diante da nova escalada comercial. Entre as alternativas em análise estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e em maio, e eventuais medidas de resposta com base nos instrumentos previstos pela Lei da Reciprocidade Econômica.
Sobretaxa dos EUA:
O parecer do USTR abre agora uma sobre a adoção das sanções comerciais. O prazo legal para conclusão do processo termina em 15 de julho. Confira o calendário:
Veja abaixo os próximos passos:
Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.
Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.
6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.
15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil.
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