Finanças
Diretor do BC afirma que não há prazo definido para intervenção em crise do BRB
Presidente do Banco Central reforça que órgão fiscaliza diariamente o cumprimento de obrigações pelas instituições
O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, declarou que "não existe dia D" para uma possível atuação do regulador diante da crise enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB). A instituição, que precisa sanar um déficit patrimonial causado por operações com o Banco Master, trabalha internamente com o prazo de 29 de maio para resolver o problema. Entretanto, conforme esclareceu também o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o órgão não atribuiu qualquer prazo formal para a solução do caso.
Questionado sobre a possibilidade de intervenção no banco do Distrito Federal, Aquino reiterou: “Não existe o dia D”.
— A gente precisa seguir todos os itens da lei. Não existe o dia D, o BC faz supervisão, acompanha as instituições financeiras. Precisamos sempre caminhar no sentido da lei para que possamos entregar o que a sociedade espera da gente — afirmou o diretor.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, acrescentou que algumas instituições definem prazos próprios, mas o Banco Central monitora diariamente o cumprimento das obrigações por parte de cada banco.
— O BC não acordou nenhum tipo de prazo com nenhuma instituição. Analisar todas as instituições pelos métodos de supervisão e fiscalização para saber se a instituição está cumprindo suas obrigações. No caso de algum descumprimento, verifica como estão sendo tomadas as medidas para solucionar o problema — explicou Galípolo.
Segundo o presidente, qualquer instituição que enfrente problemas patrimoniais, como o BRB, precisa receber apoio do controlador para se reequilibrar. Sem esse esporte, eu teria que vender ativos com ágio suficiente para segundo cobrir o déficit, o que, ele, é raro.
O tamanho exato do rombo no BRB ainda não está claro, pois os prejuízos nas operações com o Banco Master não foram totalmente divulgados. A instituição está em atraso e não publicou o balanço referente a 2025, infração que resulta em multas aplicadas tanto pelo BC quanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com Galípolo, as conclusões vêm sendo aplicadas.
— Não há nenhum tipo de exceção para nenhuma instituição — ressaltou o presidente do BC.
O governo do Distrito Federal e o BRB buscam uma solução para a crise, causada pelos prejuízos nas operações com o Banco Master. O banco trabalha com o dia 29 deste mês como prazo interno para resolver a situação patrimonial, que depende de um aporte do controlador, o governo do DF.
No entanto, o Distrito Federal não dispõe de recursos para capitalizar o BRB e solicitou um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já sinalizou que só participará da operação caso haja envolvimento de um grupo de bancos.
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