Finanças
Novas regras do CIOT entram em vigor e ampliam fiscalização do frete rodoviário
Código passa a abranger praticamente todas as operações remuneradas de transporte rodoviário de cargas no país
Entre em vigor neste domingo, às 18h, as novas regras do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), ampliando a obrigatoriedade do cadastro de operações de transporte rodoviário remunerado de cargas em todo o Brasil.
Tabela do frete:
A mudança, inovadora pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reforça os mecanismos de rastreabilidade, fiscalização e validação do Piso Mínimo de Frete nas operações do setor.
Para facilitar a adaptação de empresas e transportadores ao novo modelo, a ANTT criou em seu portal a área “CIOT para Todos”, que reúne documentos técnicos, perguntas frequentes e orientações operacionais sobre as alterações.
Segundo a agência, o material fornecido aborda integração de sistemas, modalidades de transporte, emissão de código e responsabilidades das partes envolvidas na contratação do frete.
O CIOT é um registro eletrônico obrigatório para operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. Cada operação gera um código próprio, reunindo informações como contratante do frete, transportador, veículos utilizados, origem e destino da carga, valor pago e tipo da operação.
Na prática, o sistema amplia a rastreabilidade das informações declaradas e fortalece a fiscalização do pagamento correto do frete ao transportador específico.
Com as novas regras, o código passa a ser obrigatório para praticamente todas as operações de transporte remunerado de cargas, excetuando-se casos de veículos não emplacados e operações de transporte de cargas especiais.
Além da ampliação da obrigatoriedade, o novo modelo suporta os mecanismos de validação das informações declaradas, incluindo conferência automática do Piso Mínimo de Frete quando aplicável.
De acordo com a ANTT, a documentação técnica para integração de sistemas foi disponibilizada cerca de 30 dias antes da entrada oficial em produção. Desde então, instituições homologadas e empresas do setor vêm realizando adequações e testes operacionais.
As instituições de pagamento já homologadas pela agência foram autorizadas a operar o novo modelo, enquanto as empresas transportadoras também iniciaram testes de integração com a API disponibilizada pela autarquia federal.
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