Finanças

Governo admite inflação no teto da meta em 2026 e mantém previsão de crescimento do PIB

Equipe econômica projeta alta de preços de 4,5% neste ano, no limite do alvo estabelecido pelo Banco Central

Agência O Globo - 18/05/2026
Governo admite inflação no teto da meta em 2026 e mantém previsão de crescimento do PIB
- Foto: © telegram SputnikBrasil

O governo Lula revisou nesta segunda-feira as projeções para a economia brasileira em 2026, elevando a estimativa de inflação de 3,7% para 4,5%, posicionando o índice no teto da meta estabelecida. Apesar desse ajuste, o Ministério da Fazenda manteve a previsão de crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.

Os novos dados constam no Boletim Macrofiscal divulgado hoje. A versão anterior havia sido publicada em fevereiro deste ano.

No documento, a equipe econômica do governo atribui a piora nas expectativas inflacionárias, principalmente, ao início da guerra no Irã.

“A revisão incorpora os seguintes fatores: a elevação da cotação do petróleo, que atua como vetor altista; a apreciação da taxa de câmbio estimada para 2026; a expectativa de mercado de uma taxa Selic mais alta ao longo do ano e as políticas mitigatórias, que operam em sentido oposto; além dos resultados recentes do IPCA, que vieram acima do projetado na grade anterior”, destaca o relatório.

Mesmo diante desses fatores, o governo ainda não considera que haverá estouro da meta do IPCA para este ano, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, o teto é de 4,5%.

Para 2027, a previsão de inflação também foi ajustada para cima, passando de 3% para 3,5%.

A expectativa de crescimento do PIB em 2024 foi mantida, com destaque para o desempenho da indústria e dos serviços, apesar da desaceleração do setor agropecuário.

A projeção de expansão de 2,6% da economia brasileira em 2027 também permanece inalterada.