Finanças

Prévia do PIB aponta queda de 0,7% na atividade econômica em março, informa Banco Central

Setor de serviços lidera retração no mês, segundo dados do BC

Agência O Globo - 18/05/2026
Prévia do PIB aponta queda de 0,7% na atividade econômica em março, informa Banco Central
Banco Central do Brasil - Foto: Reprodução

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) , considerado uma prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, conforme divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. Apesar da redução mensal, o indicador apresentou alta de 3,1% em relação a março de 2025.

O IBC-Br funciona como uma tarifa da economia, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. O índice é ajustado para compensar variações sazonais, como feriados e férias, o que permite comparações mais precisas entre os períodos específicos.

No mês de março, todos os setores monitorados apresentaram retração: agropecuária e indústria recuaram 0,2% cada, enquanto o setor de serviços teve queda de 0,8%, a mais expressiva entre os segmentos.

O resultado reforça a expectativa de desaceleração da economia brasileira em 2026, após crescimentos mais robustos nos anos anteriores. Tanto o Banco Central quanto o mercado financeiro projetam um ritmo de expansão mais moderado nos próximos meses.

No trimestre encerrado em março de 2026, frente ao trimestre encerrado em dezembro de 2025, o IBC-Br acumulou alta de 1,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,8%.

Em 2025, o índice fechou o ano com alta de 2,45% na série sem ajuste sazonal. Para 2026, fatores externos, como a crise no Oriente Médio e a alta do petróleo, têm potencial para pressionar preços e alimentar a inflação, o que pode dificultar a continuidade do ciclo de redução dos juros pelo Banco Central.

Mesmo após medidas adotadas pelo governo em resposta à guerra no Irã, iniciadas em 28 de fevereiro, os combustíveis já subiram, em média, 6,8% no Brasil em 2026.

O governo admite que o impacto do conflito deverá influenciar a inflação em 2026, mas avalia que não será suficiente para romper o teto da meta. No entanto, os analistas de mercado já projetaram o IPCA do ano acima do intervalo de tolerância.