Finanças

Correios devem lançar novo plano de demissão voluntária após baixa adesão à primeira etapa

Nova estratégia mira agências e centros de logística que serão fechados nos próximos meses

Agência O Globo - 18/05/2026
Correios devem lançar novo plano de demissão voluntária após baixa adesão à primeira etapa
Correios - Foto: Reprodução

A direção dos Correios deve anunciar, em breve, um novo plano de missão voluntária (PDV), agora voltado especialmente para as unidades da estatal que passarão por fechamento. Ao todo, mil agências e centros de tratamento e distribuição de cargas serão impactados.

O novo PDV será lançado após a primeira etapa, realizada neste ano, tendo registrado a adesão de apenas 3.075 funcionários, número abaixo da meta de 10 mil desligamentos.

Até o final de 2027, a expectativa é reduzir o quadro em 15 mil trabalhadores, com potencial de gerar uma economia de R$ 1,4 bilhão. Caso não consiga cortar despesas e ampliar receitas, a direção dos Correios não descartou demissões, alegando a delicada situação financeira do estado.

No ano passado, os Correios fecharam com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. A projeção para este ano é de um rombo próximo de R$ 10 bilhões, mesmo com o plano de reestruturação em andamento.

Os detalhes do novo PDV ainda estão em negociação com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério da Gestão. Segundo fontes do Estado, as condições não devem ser mais vantajosas do que as oferecidas no programa anterior.

O plano de reestruturação, que serviu como contrapartida para a obtenção de um empréstimo bancário de R$ 12 bilhões com aval da União, segue em execução. Além do PDV, foram adotadas medidas como redução de gastos com horas extras e implementação de um novo plano de cargas e atualizações.

Para garantir o pagamento aos fornecedores, os Correios negociam um novo empréstimo, também com aval da União, no valor de R$ 7 bilhões, no valor de R$ 7 bilhões, previsto para o primeiro semestre.

Foco na conta de receitas

Com o objetivo de contribuições as receitas, o Estado trabalha na formalização de oito parcerias, que incluem a venda de produtos no balcão das agências. Outra estratégia é o aluguel de infraestrutura ociosa, como galpões, para órgãos públicos, estados e municípios.

Além disso, algumas agências do interior estão sendo restritas para administração municipal por meio de convênios, em que as prefeituras assumem a gestão e são remuneradas pelos Correios, em um modelo semelhante ao de franquia.