Finanças
Correios devem lançar novo plano de demissão voluntária após baixa adesão à primeira etapa
Nova estratégia mira agências e centros de logística que serão fechados nos próximos meses
A direção dos Correios deve anunciar, em breve, um novo plano de missão voluntária (PDV), agora voltado especialmente para as unidades da estatal que passarão por fechamento. Ao todo, mil agências e centros de tratamento e distribuição de cargas serão impactados.
O novo PDV será lançado após a primeira etapa, realizada neste ano, tendo registrado a adesão de apenas 3.075 funcionários, número abaixo da meta de 10 mil desligamentos.
Até o final de 2027, a expectativa é reduzir o quadro em 15 mil trabalhadores, com potencial de gerar uma economia de R$ 1,4 bilhão. Caso não consiga cortar despesas e ampliar receitas, a direção dos Correios não descartou demissões, alegando a delicada situação financeira do estado.
No ano passado, os Correios fecharam com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. A projeção para este ano é de um rombo próximo de R$ 10 bilhões, mesmo com o plano de reestruturação em andamento.
Os detalhes do novo PDV ainda estão em negociação com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério da Gestão. Segundo fontes do Estado, as condições não devem ser mais vantajosas do que as oferecidas no programa anterior.
O plano de reestruturação, que serviu como contrapartida para a obtenção de um empréstimo bancário de R$ 12 bilhões com aval da União, segue em execução. Além do PDV, foram adotadas medidas como redução de gastos com horas extras e implementação de um novo plano de cargas e atualizações.
Para garantir o pagamento aos fornecedores, os Correios negociam um novo empréstimo, também com aval da União, no valor de R$ 7 bilhões, no valor de R$ 7 bilhões, previsto para o primeiro semestre.
Foco na conta de receitas
Com o objetivo de contribuições as receitas, o Estado trabalha na formalização de oito parcerias, que incluem a venda de produtos no balcão das agências. Outra estratégia é o aluguel de infraestrutura ociosa, como galpões, para órgãos públicos, estados e municípios.
Além disso, algumas agências do interior estão sendo restritas para administração municipal por meio de convênios, em que as prefeituras assumem a gestão e são remuneradas pelos Correios, em um modelo semelhante ao de franquia.
Mais lidas
-
1MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
2ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
3POLÍTICA
Cooperação técnico-militar histórica: Rússia reforça laços com a Marinha do Brasil no Rio
-
4RESPONSABILIDADE FISCAL
18 prefeituras estouram teto da folha; Rio Largo e Palmeira são as maiores cidades da lista
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas