Finanças
Tarifas de Trump e queda nos elétricos levam Honda ao primeiro prejuízo em 68 anos
Segunda maior montadora japonesa registrou perda operacional de US$ 2,62 bilhões em 2025, refletindo mudanças abruptas no setor automotivo global.
A Honda registrou seu primeiro prejuízo operacional desde 1957, após uma significativa reestruturação em sua estratégia de veículos elétricos nos Estados Unidos e sob o impacto das tarifas impostas pelo governo Donald Trump.
A montadora, segunda maior do Japão, atrás apenas da Toyota, reportou uma perda operacional de 414,3 bilhões de ienes (US$ 2,62 bilhões) no ano passado, motivada principalmente por elevados encargos contábeis relacionados às operações de veículos elétricos.
Além disso, a Honda informou um prejuízo líquido de 423,9 bilhões de ienes (US$ 2,67 bilhões), o primeiro desde o início da divulgação de resultados consolidados, em 1977, segundo a Bloomberg News.
Em março, a empresa anunciou o cancelamento do lançamento e desenvolvimento de determinados modelos elétricos nos Estados Unidos, o que resultou em baixas contábeis e outros encargos de 2,5 trilhões de ienes (US$ 16 bilhões).
De acordo com a Honda, a decisão foi motivada por uma “mudança na política governamental” da administração Trump, incluindo tarifas sobre importações e o fim de incentivos fiscais para compradores de veículos elétricos.
A montadora também destacou uma “redução da competitividade” de seus produtos na China e em outros mercados asiáticos.
Outras fabricantes japonesas, como Toyota e Nissan, também enfrentam desafios similares devido às tarifas dos EUA, à instabilidade no Oriente Médio e à concorrência crescente de rivais chineses.
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