Finanças

Distrito Federal lidera renda no Brasil e supera média nacional; Maranhão tem menor valor

Em Brasília, rendimento médio mensal atinge R$ 4.401, quase o dobro da média nacional de R$ 2.264.

Agência O Globo - 08/05/2026
Distrito Federal lidera renda no Brasil e supera média nacional; Maranhão tem menor valor
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A renda média por pessoa no Brasil atingiu, em 2025, o maior patamar da série histórica, mas a distribuição segue desigual entre os estados. O Distrito Federal manteve-se na liderança nacional, com rendimento médio mensal de R$ 4.401 por pessoa , valor quase duas vezes superior à média do país, que ficou em R$ 2.264. Na sequência, destacam-se São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772) e Santa Catarina (R$ 2.752). O Rio de Janeiro aparece logo após, com média de R$ 2.732 por habitante.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de Rendimento de todas as fontes 2025 , divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE. O levantamento é realizado desde 2012.

No extremo oposto, o Maranhão registrou o menor rendimento médio do país, com R$ 1.231 por pessoa. Na sequência, aparecem Acre (R$ 1.372), Ceará (R$ 1.379), Alagoas (R$ 1.401) e Pará (R$ 1.435). Todos esses estados com menor renda pertencem às regiões Norte e Nordeste.

Desigualdades regionais

O levantamento também evidenciou disparidades entre as grandes regiões brasileiras. Enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram as maiores médias de rendimento, Norte e Nordeste permanecem abaixo da média nacional.

O Nordeste apresentou a menor renda média domiciliar per capita do país em 2025, com R$ 1.470, seguida pelo Norte, que registrou R$ 1.558. Os valores estão bem distantes do Sul (R$ 2.734), Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669).

Entre 2024 e 2025, o Centro-Oeste teve o maior crescimento da renda média, com alta de 11,3%. Já o Sul apresentou variação menor, de 4,9%. Na comparação com 2019, os maiores avanços ocorreram no Norte, Centro-Oeste e Nordeste, enquanto o Sudeste teve o menor crescimento no período.