Finanças
Renda média no Brasil atinge recorde de R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9%
Rendimento per capita familiar alcança maior nível da série, impulsionado por mercado de trabalho aquecido e desemprego em baixa histórica
Em 2025, a renda média mensal por morador dos domicílios brasileiros atingiu R$ 2.264 , estabelecendo um novo recorde histórico, apesar de ainda não atingir dois limites mínimos. O dado reflete um mercado de trabalho aquecido, com o desemprego atingindo patamares mínimos e o rendimento renovando máximos mês a mês.
Maior valor da série histórica
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de Rendimento de todas as fontes 2025, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, o crescimento da renda per capita foi de 6,9% em relação ao ano anterior. O levantamento, realizado desde 2012, mostra que esse avanço supera o registrado entre 2012 e 2019, quando o aumento foi de 6,8% (de R$ 1.782 para R$ 1.904). No acumulado desde o início da série até 2025, a alta chega a 27%.
Distrito Federal lidera ranking de renda
O Distrito Federal permanece com a maior renda média do país, de acordo com a pesquisa.
Para Gustavo Fontes, analista da Pnad, o principal fator para o registro foi o rendimento do trabalho, embora outras fontes de renda também tenham relevância, como benefícios de programas sociais do governo, que contribuíram para a retomada do crescimento da renda principalmente no pós-pandemia.
"Tem mais de um fator, mas o trabalho tem um peso muito grande. Sabemos que há um número maior de pessoas com rendimento do trabalho do que de outras fontes", explica Fontes.
No trimestre encerrado em dezembro, famílias com mais pessoas trabalharam com tendência de maior renda média per capita.
Participação em programas sociais diminui
O levantamento também revelou que o rendimento de todos os trabalhos correspondeu a 75,1% da renda média per capita, sendo a principal fonte de ganhos. Os demais 24,9% são compostos por contribuições e pensões (16,4%), programas sociais do governo (3,5%), aluguel e locação (2,1%), pensão alimentícia, doações e mesas de não morador (0,9%) e outros rendimentos (2,0%).
Enquanto a participação dos programas sociais na renda familiar diminui, a categoria “outros rendimentos” — que inclui aplicações financeiras, seguro-desemprego, bolsas de estudo, entre outros — aumentou de 1,6% para 2,0%. Segundo o analista, uma das hipóteses é que os ganhos com investimentos estejam sendo impulsionados por altas taxas de juros.
A renda proveniente de aluguel e locação também cresceu, passando de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025, possivelmente refletindo o aumento de pessoas morando de aluguel.
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