Finanças

Tesouro Nacional busca atrair investidores europeus em Londres

Secretaria realiza encontros nesta terça e quarta-feira para apresentar oportunidades no Brasil

Agência O Globo - 07/04/2026
Tesouro Nacional busca atrair investidores europeus em Londres
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Tesouro Nacional iniciou nesta terça-feira, em Londres, uma série de reuniões com executivos internacionais para apresentar o Brasil como destino atrativo para investidores europeus. Os encontros seguem até esta quarta-feira.

De acordo com o órgão, a iniciativa ocorre no formato de non-deal roadshow, ou seja, uma rodada de conversas sem o objetivo imediato de vender títulos ou captar recursos.

Durante as reuniões, o Tesouro apresentará o país, a estratégia de gestão da dívida pública, os avanços recentes da economia brasileira e as reformas econômicas e institucionais implementadas nos últimos anos.

O Tesouro Nacional enfatizou que a ação não consiste em um esforço de venda de valores mobiliários, mas ressaltou que novas oportunidades de captação externa em diferentes moedas poderão ser avaliadas futuramente.

“Esta comunicação é apenas para fins informativos e não constitui uma oferta de compra ou venda ou uma solicitação de oferta de compra ou venda de quaisquer títulos. Não haverá oferta ou venda de títulos em qualquer país ou jurisdição em que tal oferta, solicitação ou venda seja considerada ilegal antes do respectivo registro ou habilitação, nos termos das leis e regulamentos aplicáveis”, reforçou o órgão.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou em reunião ministerial com o presidente Lula que o Tesouro Nacional pretende emitir títulos públicos na China e na Europa ainda este ano.

Em fevereiro, o atual secretário-executivo e ex-secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou: “Tem muito espaço para captação neste ano, o mercado está com muito apetite para o Brasil. Em breve devemos voltar ao mercado. Devemos começar com uma emissão clássica em dólar, e depois abrir para outros tipos de emissões. Vamos fazer em euro e provavelmente em yuan”.