Finanças

O que pode ficar mais barato para o brasileiro com o acordo UE-Mercosul? Veja a lista

Queijos, vinhos, azeite e chocolates terão tarifas gradualmente eliminadas, mas alívio nos preços pode demorar devido ao período de transição

Agência O Globo - 17/01/2026
O que pode ficar mais barato para o brasileiro com o acordo UE-Mercosul? Veja a lista
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Com a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), formada por 27 países, neste sábado, cresce a expectativa de que uma série de produtos importados fique mais acessível para os brasileiros. Entre os itens beneficiados estão queijos, vinhos, azeite e chocolates. Apesar de ainda depender da aprovação do Parlamento Europeu e dos Congressos nacionais dos países do Mercosul, a redução de preços deve chegar ao consumidor brasileiro.

O tratado, resultado de 26 anos de negociações iniciadas em 1999, é considerado histórico e deve criar uma zona de livre-comércio abrangendo mais de 720 milhões de consumidores. Juntas, as economias dos blocos somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Para os países sul-americanos, o acordo representa uma oportunidade de ampliar a demanda externa para a indústria agrícola. Já para os europeus, o acesso ampliado ao mercado brasileiro e de seus vizinhos pode impulsionar a indústria manufatureira do continente.

Azeite, vinho, queijo e chocolates: o que pode ficar mais barato

Confira alguns exemplos de produtos europeus que deverão chegar mais baratos ao Brasil nos próximos anos:

Azeite – atualmente paga 10% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual;

Vinho – atualmente paga 35% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual;

Outras bebidas (exceto vinho) – atualmente pagam até 35% de tarifa e passarão a pagar zero após redução gradual;

Chocolate – atualmente paga 20% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual;

Queijo – atualmente paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 30 mil toneladas;

Leite em pó – atualmente paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 10 mil toneladas;

Fórmula para bebês – atualmente paga 18% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 5 mil toneladas.